Bunker da Guerra Fria é descoberto sob castelo na Inglaterra
Estrutura foi construída para monitorar eventuais ataques nucleares
Internacional|Do R7
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Um bunker subterrâneo construído durante a Guerra Fria foi encontrado nos terrenos do Castelo de Scarborough, na Inglaterra.
Segundo os pesquisadores, a estrutura, construída para monitorar eventuais ataques nucleares e medir níveis de radiação, estava lacrada quando foi localizada e fazia parte de um conjunto de mais de 1.500 instalações do tipo espalhadas pelo Reino Unido.
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As escavações que levaram ao bunker foram iniciadas no dia 7 de março pela organização English Heritage, que administra patrimônios históricos britânicos.
A entrada da descoberta foi localizada pouco depois, graças a um levantamento topográfico da área e registros históricos, que apontam que a área do castelo já havia sido ocupada em diferentes períodos da história (inclusive na Idade do Bronze e na Segunda Guerra Mundial). Câmeras foram utilizadas para avaliar o estado de conservação do interior da construção.
Segundo os pesquisadores, a estrutura seguia um projeto concebido para proteger seus ocupantes dos efeitos imediatos de uma detonação nuclear. Durante a Guerra Fria, o Reino Unido chegou a ter mais de 20 mil voluntários responsáveis por detectar as explosões nucleares e passar informações.

“Em praticamente qualquer lugar da Grã-Bretanha, você estaria a poucos quilômetros de um posto [como o do bunker], mas poucas pessoas sabiam que eles existiam”, afirmou Kevin Booth, chefe de coleções da English Heritage, em comunicado.
“Este promontório tem sido um ponto de observação por milhares de anos: já abrigou um assentamento da Idade do Bronze, uma estação de sinalização romana, um castelo medieval, uma bateria de artilharia da Primeira Guerra Mundial e, mais recentemente, um bunker da Guerra Fria”, diz Kevin Booth, chefe de coleções da English Heritage, em comunicado.
O bunker conta com cerca de 4,75 metros de comprimento e 2,32 metros de largura. O espaço seria suficiente para abrigar três voluntários do Corpo Real de Observadores, que teriam a missão de registrar sinais de explosões nucleares e mapear as áreas afetadas.
Segundo a emissora britânica BBC, os dados coletados eram enviados para uma base na cidade de York, que era conhecida como Quartel General do Grupo 20.
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