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Busca por corpos de vítimas de desabamento em Bangladesh é encerrada

Queda de prédio deixou pelo menos 1.127 pessoas mortas e 2.438 feridas

Internacional|Do R7

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Após 20 dias do pior desabamento industrial da história de Bangladesh, o qual causou a morte de pelo menos 1.127 pessoas, o Exército do país asiático encerrou os trabalhos de remoção de escombros e busca de corpos, informou nesta terça-feira (14) a imprensa local.

"Prometemos que continuaríamos os trabalhos de resgate até encontrar o último corpo. Agora não há possibilidades de encontrarmos mais vítimas", afirmou o general Chowdhury Hassan Suhrawardy ao jornal "The Daily Star".

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Lideradas por militares, as equipes de resgate anunciaram na noite de ontem o encerramento dos trabalhos de resgate de corpos, sendo que a administração local voltou a assumir oficialmente nesta manhã o controle do local do acidente.

Segundo uma lista das equipes de remoção de escombros, o desabamento do edifício que abrigava inúmeras oficinas têxteis também deixou 2.438 pessoas feridas, enquanto 98 pessoas continuam desaparecidas.

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Entre os mortos, 234 corpos foram enterrados sem identificação em um cemitério da capital e 59 seguem em um centro médico à espera de reconhecimento por parte de familiares ou por testes de DNA.

A tragédia em questão evidenciou as péssimas condições trabalhistas dos funcionários têxteis de Bangladesh. O governo, que aumentará o salário mínimo dos trabalhadores, também anunciou a criação de sindicatos no setor sem a permissão dos donos das fábricas, como estava tipificado até agora na lei laboral.

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Além disso, as empresas Inditex, H&M, PVH, Tchibo C&A, Primark e Tescose já se comprometeram a assinar um acordo global sobre segurança para evitar tragédias como a ocorrida em Bangladesh.

O acordo, de uma duração de cinco anos, promove inspeções de seguranças independentes e a divulgação pública de seus resultados, assim como os reparos e reformas obrigatórias, para aumentar os controles de segurança nas oficinas têxteis.

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