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Canadá desiste de homenagear vítimas do comunismo ao ver que maioria tinha ligação com nazismo

Memorial custou cerca de R$ 40,5 milhões e é alvo de polêmicas há pelo menos 15 anos

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Canadá desistiu de homenagear vítimas do comunismo após descobrir que muitos dos nomes estavam ligados ao nazismo.
  • O Muro da Lembrança não incluirá mais nomes específicos, focando em conteúdo temático e momentos históricos.
  • O memorial, inaugurado em 2024, enfrentou polêmicas e elevados custos, de US$ 1,5 milhão para US$ 7,5 milhões.
  • Documentos revelaram que mais de 330 nomes foram excluídos devido a ligações com grupos fascistas e nazistas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cidade de Ottawa abriga memorial inaugurado em dezembro de 2024 Reprodução/Freepik - 15.12.2025

O Departamento do Patrimônio Canadense desistiu de escrever nomes no Memorial às Vítimas do Comunismo, localizado em Ottawa, depois de descobrir que a maioria dos homenageados supostamente seriam nazistas ou teriam ligações com grupos fascistas.

Segundo o jornal Ottawa Citizen, a previsão era de que 553 nomes de pessoas que foram vítimas do comunismo fossem escritos no Muro da Lembrança. No entanto, na última quinta-feira (11), o Ministério do Patrimônio Canadense confirmou ao jornal que havia revertido sua decisão de incluir nomes específicos.

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“O Governo do Canadá enfatizou que todos os aspectos do Memorial às Vítimas do Comunismo devem estar alinhados com os valores canadenses de democracia e direitos humanos”, disse a porta-voz do Departamento do Patrimônio Canadense, Caroline Czajkowski, ao Ottawa Citizen. “O Muro da Lembrança agora apresentará exclusivamente conteúdo temático que transmita a intenção comemorativa e educacional mais ampla do memorial”, acrescentou.

Segundo a reportagem, a porta-voz não explicou qual seria o “conteúdo temático”, mas funcionários do governo canadense sugeriram que, em vez de nomes específicos, o Muro de Lembrança deveria focar em momentos históricos, como a chegada dos refugiados vietnamitas ao Canadá.

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O Memorial às Vítimas do Comunismo foi inaugurado em 12 de dezembro de 2024, mas já era alvo de polêmicas há pelo menos 15 anos. O Ottawa Citizen afirmou que o custo do projeto foi estimado inicialmente em US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 8,1 milhões), valor que deveria ser financiado por meio de doações privadas, mas chegou a US$ 7,5 milhões (cerca de R$ 40,5 milhões) - destes, US$ 6 milhões vieram de fundos públicos. O memorial foi idealizado durante o governo do então primeiro-ministro, Stephen Harper.

Documentos obtidos pelo jornal mostraram que, em 2023, o Departamento do Patrimônio Canadense recomendou a exclusão de mais de 330 nomes devido à falta de informações sobre os indivíduos ou organizações e sobre possíveis ligações com organizações fascistas ou nazistas.

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O espaço deveria ter sido inaugurado em 2023, mas a data de abertura foi alterada depois que parlamentares homenagearam o soldado ucraniano Yaroslav Hunka, da Divisão Galícia da Waffen-SS, braço armado da Schutzstaffel, que, por sua vez, era uma organização diretamente ligada ao Partido Nazista.

Dois anos antes, a organização Amigos do Centro Simon Wiesenthal já havia revelado que o ucraniano Roman Shukhevych, que colaborou com os nazistas e foi ligado aos massacres de judeus e poloneses, seria um dos homenageados no memorial. Ele foi retirado da lista após a questão ser repetidamente levada ao Departamento do Patrimônio Canadense.

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Outro nome que esteve entre os homenageados é o de Janis Niedra, que participou de execuções de judeus durante o Holocausto. Segundo o jornal, ele liderou um grupo de 40 pessoas para ajudar os nazistas a prender e executar cerca de 350 judeus, incluindo mulheres, crianças e idosos, e, depois do fim da 2ª Guerra Mundial, migrou para o Canadá.

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