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Chanceler colombiano abre reunião do Grupo de Lima em Bogotá

Ministro relembrou papel do grupo em tentar restabelecer democracia na Venezuala e milhões de pessoas que deixaram país por causa da crise

Internacional|Da EFE

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Mike Pence e Juan Guaidó participam de reunião
Mike Pence e Juan Guaidó participam de reunião

O ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo, abriu nesta segunda-feira (25) em Bogotá, a reunião do Grupo de Lima que abordará a crise na Venezuela.

A cúpula, que acontece no Palácio de San Carlos, sede do ministério, foi anunciada em 14 de fevereiro durante a visita que o presidente da Colômbia, Iván Duque, fez a Washington para se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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Trujillo ressaltou que o Grupo de Lima reafirmou "várias vezes" o seu "compromisso com a transição democrática e o restabelecimento da ordem constitucional na Venezuela".

O chanceler colombiano acrescentou que milhões de venezuelanos abandonaram sua pátria e foram recebidos com solidariedade pelos países da região, apesar das "capacidades e recursos limitados" que considera que os mesmos têm para fazê-lo.

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"Com apoio do Grupo de Lima e de alguns países, fizemos um esforço grande para proporcionar a operação de um canal humanitário para oferecer assistência internacional básica e alívio, embora seja parcialmente grave a situação humanitária que afeta tantos venezuelanos", indicou Trujillo.

O ministro colombiano se referiu assim à tentativa deste sábado de levar a ajuda humanitária doada por uma coalizão internacional e armazenada na cidade colombiana de Cúcuta, mas que foi bloqueada pelas autoridades venezuelanas.

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Para Trujillo, houve uma "resposta do regime ilegítimo de Maduro" quando "as forças do regime, entre elas grupos irregulares, impediram o acesso da assistência oferecida".

O chanceler colombiano insistiu que os integrantes do Grupo de Lima reafirmaram "várias vezes" seu "compromisso com a transição democrática e com o restabelecimento da ordem constitucional na Venezuela" e ressaltou que seu objetivo é "construir um cerco político e diplomático".

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Trujillo também considerou que na Venezuela "há uma ditadura que impôs" sobre os venezuelanos "a prática de uma governança fracassada", e que entre as suas consequências "mais nefastas" está o êxodo de venezuelanos.

Além disso, o ministro colombiano reafirmou a vontade do grupo com a transição democrática e o restabelecimento da ordem constitucional na Venezuela.

"Unimos nossa reivindicação a dos venezuelanos para a organização de eleições justas, transparentes e críveis: verdadeiramente democráticas", afirmou o chanceler colombiano.

Trujillo também comentou que têm pela frente "a responsabilidade de redobrar" o apoio aos venezuelanos que "nunca antes" tinham avançado "tanto para a recuperação da democracia".

Por isso, o chanceler considerou "cada vez mais decisivo" o papel da comunidade internacional para "interromper o futuro da ditadura de Maduro e da cleptocracia em que se transformou o seu regime".

"Temos que fazê-lo não só pelos venezuelanos, mas pela paz e a estabilidade da região", acrescentou Trujillo, para quem "o que está destruindo a Venezuela ajuda a destruir todos" os países da região.

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