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Chanceleres da América Latina, Europa e África defendem controle de armas

Internacional|Do R7

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Os ministros das Relações Exteriores de Brasil, México, Dinamarca, Holanda, Alemanha, Reino Unido e Nigéria se pronunciaram a favor de uma conclusão em breve nas Nações Unidas de um tratado que controle o comércio de armas, segundo um texto publicado nesta segunda-feira pela imprensa mexicana.

"Chegou o momento da comunidade internacional fazer o certo e concluir um sólido tratado sobre o comércio de armas", afirma um comunicado dos chanceleres destas nações publicado pelo jornal mexicano Excélsior.

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O documento é assinado pelo brasileiro Antonio Patriota, pelo dinamarquês Villy Sovndal, pelo mexicano José Antonio Meade, pelo holandês Frans Timmermans, pelo nigeriano William Hague e pelo alemão Guido Westerwelle.

Este chamado é lançado no âmbito das negociações que serão realizadas nos próximos dias na ONU para concluir um acordo para o controle na venda de armas, tanto as pequenas quanto os dispositivos maiores, como tanques, aviões, navios de combate e lança-mísseis.

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"A comunidade internacional enfrenta um grande dilema: salvar vidas e reduzir o conflito ou se esquivar de nossa responsabilidade comum", acrescenta o texto ao lembrar que a cada ano morrem "centenas de milhares em todo o mundo", em sua maioria "civis inocentes", pela falta de controles.

"A intenção deste tratado não é estigmatizar ou obstruir o comércio legítimo de armas. Pelo contrário, o protegerá colocando firmeza e uma maior responsabilidade, reconhecendo plenamente os direitos de cada Estado à legítima defesa", acrescenta o pronunciamento.

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A ONU tem até 28 de março para concluir este tratado, com o qual alguns países como Estados Unidos, Rússia e China não estão de acordo em alguns aspectos.

Regular o comércio de armas é uma das demandas da diplomacia mexicana uma vez que seu tráfico ilegal, principalmente proveniente dos Estados Unidos, alimenta os cartéis das drogas que atuam em diferentes zonas do país.

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Segundo números oficiais, mais de 70.000 pessoas morreram no México nos últimos seis anos em meio à onda de violência ligada ao narcotráfico e à operação militar para combater os cartéis.

sem/ja/ma

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