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Chávez se foi, mas família ainda tem impacto na Venezuela

Internacional|Do R7

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Por Brian Ellsworth

SABANETA, Venezuela, 9 Abr (Reuters) - Sentado sob a sombra das mangueiras no quintal da infância do falecido líder socialista Hugo Chávez, da Venezuela, Nicolás Maduro iniciou sua campanha eleitoral com um bate-papo sentimental com os membros da família do ex-presidente.

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Os cinco irmãos de Chávez contaram a Maduro, o presidente em exercício, histórias de como eles jogavam bolinhas de gude e comiam mangas no gramado quando crianças. Tudo fazia parte dos esforços de Maduro para evidenciar sua proximidade com a família simbolicamente importante, pouco antes da eleição presidencial no domingo.

"A família está aqui com vocês, cumprindo as ordens de Chávez e o seu legado, para que Nicolás Maduro possa ser ratificado pelo povo para continuar acelerando a revolução bolivariana", disse o irmão Adan Chávez, referindo-se ao movimento socialista do líder falecido.

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A morte de Chávez no mês passado abalou o país após 14 anos de sua autodenominada revolução socialista. Mas fez pouco para conter a influência de parentes cujo laços de sangue com o líder os ajudaram a ganhar um poder considerável.

Partidários de Chávez, um carismático paladino antipobreza cujos gastos com políticas sociais valeram a ele a adoração de milhões de pessoas, vêem a sua família imediata como um símbolo das raízes humildes que o levaram à concepção de seu "socialismo do século 21".

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Críticos da oposição os ridicularizam como um clã nepotista que exerce influência indevida. No oeste de Barinas, onde Chávez cresceu, adversários os acusam como uma família real postiça, que trata o Estado de vastas planícies como seu feudo.

Maduro, um ex-motorista de ônibus de 50 anos e sucessor ungido pelo falecido presidente, se descreve como um "filho" de Chávez e fez da família imediata uma parte central de sua campanha para a eleição de 14 de abril.

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"Você é o irmão de nosso comandante Hugo Chávez, e nós somos seus filhos, o que significa que você é o nosso tio e protetor, um líder dessa revolução", Maduro disse a Adan Chávez no palco em um comício em Barinas.

LARGA INFLUÊNCIA

O genro de Chávez, Jorge Arreaza, companheiro de cabeceira do líder em suas últimas semanas de vida, foi empossado como vice-presidente por Maduro horas após o grande funeral oficial, em pé ao lado do caixão de seu falecido sogro.

O primo Asdrúbal Chávez subiu, em menos de cinco anos, de gerente em uma pequena refinaria de petróleo a vice-presidente da PDVSA. Outro dos irmãos de Chávez, Argenis, é vice-ministro de Eletricidade.

Adan Chávez ganhou o apoio do Partido Socialista para ser eleito, em 2008 e 2012, como governador de Barinas, um posto ocupado anteriormente pelo pai de Chávez, Hugo de los Reyes Chávez.

A Reuters não conseguiu contatar membros da família para comentários. O governador de Barinas não respondeu às chamadas telefônicas e o prefeito do município que inclui a cidade natal de Chávez --outro irmão-- não conseguiu marcar uma entrevista.

A oposição na Venezuela, que tem uma presença relativamente pequena em Barinas, há anos faz uma enxurrada de denúncias de corrupção contra a família. Eles negam e ressaltam que nenhuma acusação oficial foi apresentada contra qualquer um dos parentes de Chávez.

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