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Chefe da equipe observadora da ONU deixa o Iêmen

O conflito armado no Iêmen começou em 2014, quando os rebeldes xiitas houthis ocuparam a capital Sana e outras províncias do país

Internacional|Do R7

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Cessar-fogo foi rompido e houve alguns ataques
Cessar-fogo foi rompido e houve alguns ataques

O chefe da equipe da ONU que supervisiona o cessar-fogo no porto iemenita de Hodeida, Patrick Cammaert, deixou nesta quarta-feira (23) o país poucos dias depois que o comboio no qual viajava foi atingido por disparos.

Cammaert partiu da capital iemenita acompanhado do enviado da ONU para o Iêmen, Martin Griffiths, segundo informou a agência oficial Saba.

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Os representantes da ONU viajaram em um avião pertencente à organização internacional com destino ao Djibuti, disse à Agência Efe uma fonte no aeroporto de Sana.

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As autoridades do aeroporto iemenita não permitiram o acesso da imprensa ao terminal enquanto estavam nele os representantes da ONU.

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Na última quinta-feira (17), o comboio no qual Cammaert viajava foi alvo de disparos quando passava por um posto de controle dentro da cidade de Hodeida, no oeste do país.

Dias antes desse tiroteio, o porta-voz dos rebeldes, Mohammed Abdelsalam, responsabilizou Cammaert pela estagnação da situação em Hodeida, de onde as partes ainda não retiraram as tropas, como estipulava o acordo negociado na Suécia no início de dezembro.

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O general reformado holandês chegou no dia 22 de dezembro ao Iêmen para liderar a equipe desdobrada pela ONU para supervisionar o cessar-fogo em Hodeida pactuado em 13 dezembro na Suécia pelo governo iemenita e os rebeldes que controlam a cidade portuária e que começou a ser aplicado cinco dias depois.

No total, a ONU tem desdobrados 20 observadores, uma presença que na semana passada o Conselho de Segurança aprovou ampliar até 75 por um período de seis meses.

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Até agora, os dois lados do conflito se acusaram mutuamente de violar os termos da cessação de hostilidades em Hodeida, e poucos avanços ocorreram em outros pontos do pacto firmado na Suécia.

O conflito armado no Iêmen começou em 2014, quando os rebeldes xiitas houthis ocuparam a capital Sana e outras províncias do país e se generalizou a partir da intervenção militar da Arábia Saudita e seus aliados sunitas, em março de 2015.

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