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Chefe do Exército egípcio pede rápida transição para eleições

Internacional|Do R7

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Por Maggie Fick

CAIRO, 1 Out (Reuters) - O chefe do Exército do Egito pediu nesta terça-feira uma rápida transição para as eleições, de modo que seja possível restaurar a estabilidade no país, ao mesmo tempo que partidários do presidente islamista Mohamed Mursi, destituído pelos militares, promoviam ousados protestos clamando pelo fim do "governo militar".

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O Egito tem atravessado um período de turbulência desde que o Exército removeu Mursi do poder, em 3 de julho, depois de manifestações de massa contra seu governo.

As tensões políticas e um forte aumento dos ataques de militantes islamistas têm prejudicado o turismo e afastado os investimentos do Egito, o mais populoso Estado árabe, que depende pesadamente de ajuda dos Estados Unidos.

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Em declarações a soldados e policiais em um seminário, o chefe do Exército, Abdel Fattah al-Sisi, "pediu que todos estejam verdadeiramente conscientes do tamanho do problema enfrentado pela sociedade, o qual requer que se apresse o fim da fase de transição", afirmou uma página oficial do Exército no Facebook.

Em uma referência ao ano em que Mursi esteve no poder, Sisi condenou o que disse serem tentativas de distorcer "uma experiência de governo que fracassou no atendimento das demandas do povo egípcio".

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Depois de derrubar Mursi, os militares instalaram no poder um governo interino e anunciaram um "mapa" para a transição rumo a uma nova eleição. A Irmandade Muçulmana acusou os militares de terem dado um golpe que removeu o primeiro presidente escolhido em eleições livres no Egito.

O ministro de Relações Exteriores, Nabil Fahmy, disse na semana passada que a fase de transição do governo deveria acabar "até a próxima primavera".

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Desde a destituição de Mursi, as forças de segurança mataram centenas de partidários dele e prenderam os principais líderes da Irmandade Muçulmana, medidas que reduziram drasticamente a amplitude dos protestos.

Cerca de cem partidários de Mursi protestaram nesta terça-feira na Praça Tahrir, no Cairo, pela primeira vez desde que o Exército o removeu do poder em julho, arriscando-se a provocar a ira das forças de segurança, que vêm mantendo estreita vigilância na área.

Os manifestantes gritavam "Abaixo o governo militar".

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