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Chernobyl: como a guerra entre Rússia e Ucrânia se tornou uma nova ameaça 40 anos depois

Kiev acusa Moscou de lançar mísseis hipersônicos e drones próximos à usina nuclear desativada

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • No 40º aniversário do acidente de Chernobyl, a Ucrânia acusa a Rússia de lançar mísseis hipersônicos e drones perto da usina nuclear desativada.
  • A movimentação de aeronaves russas na região é vista como uma forma de intimidação, segundo o procurador-geral ucraniano.
  • Ataques aéreos anteriores já causaram danos ao sarcófago da usina, aumentando os riscos de contaminação radioativa.
  • Um relatório do Greenpeace alerta para a urgência de sanções máximas à Rússia e medidas para proteger a instalação nuclear.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Imagem divulgada pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky mostra estragos na cúpula que cobre Chernobyl provocados por ataque russo Reprodução/X/ZelenskyyUa -14.02.2025

No mês em que completa 40 anos, o acidente nuclear de Chernobyl voltou à tona após a Ucrânia acusar a Rússia de lançar mísseis hipersônicos e drones próximos à usina nuclear desativada. Segundo o procurador-geral Ruslan Kravchenko, os voos sobre as infraestruturas ucranianas servem para intimidar o país.

“Esses lançamentos não podem ser explicados por quaisquer considerações militares. É evidente que os sobrevoos das instalações nucleares são realizados unicamente com o propósito de intimidação e terror”, afirmou a autoridade em declaração a Reuters.


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Esta não é a primeira vez que equipamentos russos sobrevoam a região de Chernobyl. Desde o início da guerra, em 2022, Kiev acusa Moscou de traçar rotas de mísseis que passam propositalmente por suas usinas nucleares. De acordo com a nova alegação de Kravchenko, 35 drones Kinzhals foram detectados a cerca de 20 km da instalação de Chernobyl ou da usina de Khmelnytskyi.

Em fevereiro do ano passado, drones russos atingiram a central nuclear de Chernobyl. Meses depois, especialistas confirmaram que a ofensiva danificou o escudo protetor da instalação. A situação, somada à movimentação recente na região e aos 40 anos do acidente, motivou um relatório do Greenpeace e publicado em 14 de abril.


Sarcófago de Chernobyl

De acordo com a organização, o ataque russo de 2025 aumentou o risco de que o sarcófago, estrutura interna de aço e concreto construída para evitar novas fugas de radiação, entre em colapso. Diante do cenário, o relatório defende que a Rússia deve ser punida com “sanções máximas” contra sua agência nuclear.

“É quase impossível para as pessoas compreenderem a magnitude das condições letais dentro do sarcófago. Toneladas de combustível nuclear altamente radioativo, poeira e detritos”, disse Eric Schmieman, autor do relatório e engenheiro que trabalhou no Novo Confinamento Seguro de Chernobyl, a estrutura criada em 2016 para confinar os restos da unidade do reator número 4 de Chernobyl.


“Meus colegas e eu passamos anos investigando as ruínas do reator 4 de Chernobyl. Projetamos e construímos o Novo Confinamento Seguro para proteger o meio ambiente e as pessoas da Ucrânia e da Europa. É urgente que todas as medidas sejam tomadas para encontrar uma maneira de restaurar o máximo possível das funções críticas da instalação.”

Conhecido como o pior acidente nuclear da história, o episódio em Chernobyl completa 40 anos neste domingo (26) e continua inspirando estudos e preocupando especialistas, especialmente diante da guerra.

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