Chernobyl: como a guerra entre Rússia e Ucrânia se tornou uma nova ameaça 40 anos depois
Kiev acusa Moscou de lançar mísseis hipersônicos e drones próximos à usina nuclear desativada
Internacional|Do R7
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No mês em que completa 40 anos, o acidente nuclear de Chernobyl voltou à tona após a Ucrânia acusar a Rússia de lançar mísseis hipersônicos e drones próximos à usina nuclear desativada. Segundo o procurador-geral Ruslan Kravchenko, os voos sobre as infraestruturas ucranianas servem para intimidar o país.
“Esses lançamentos não podem ser explicados por quaisquer considerações militares. É evidente que os sobrevoos das instalações nucleares são realizados unicamente com o propósito de intimidação e terror”, afirmou a autoridade em declaração a Reuters.
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Esta não é a primeira vez que equipamentos russos sobrevoam a região de Chernobyl. Desde o início da guerra, em 2022, Kiev acusa Moscou de traçar rotas de mísseis que passam propositalmente por suas usinas nucleares. De acordo com a nova alegação de Kravchenko, 35 drones Kinzhals foram detectados a cerca de 20 km da instalação de Chernobyl ou da usina de Khmelnytskyi.
Em fevereiro do ano passado, drones russos atingiram a central nuclear de Chernobyl. Meses depois, especialistas confirmaram que a ofensiva danificou o escudo protetor da instalação. A situação, somada à movimentação recente na região e aos 40 anos do acidente, motivou um relatório do Greenpeace e publicado em 14 de abril.
Sarcófago de Chernobyl
De acordo com a organização, o ataque russo de 2025 aumentou o risco de que o sarcófago, estrutura interna de aço e concreto construída para evitar novas fugas de radiação, entre em colapso. Diante do cenário, o relatório defende que a Rússia deve ser punida com “sanções máximas” contra sua agência nuclear.
“É quase impossível para as pessoas compreenderem a magnitude das condições letais dentro do sarcófago. Toneladas de combustível nuclear altamente radioativo, poeira e detritos”, disse Eric Schmieman, autor do relatório e engenheiro que trabalhou no Novo Confinamento Seguro de Chernobyl, a estrutura criada em 2016 para confinar os restos da unidade do reator número 4 de Chernobyl.
“Meus colegas e eu passamos anos investigando as ruínas do reator 4 de Chernobyl. Projetamos e construímos o Novo Confinamento Seguro para proteger o meio ambiente e as pessoas da Ucrânia e da Europa. É urgente que todas as medidas sejam tomadas para encontrar uma maneira de restaurar o máximo possível das funções críticas da instalação.”
Conhecido como o pior acidente nuclear da história, o episódio em Chernobyl completa 40 anos neste domingo (26) e continua inspirando estudos e preocupando especialistas, especialmente diante da guerra.
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