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Chile assume compromisso de desenvolver A.Latina

O presidente chileno destacou o desenvolvimento financeiro do país

Internacional|Do R7

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Presidente do Chile, Sebastián Piñera assumiu o compromisso do Chile de "transformar a América Latina em um continente desenvolvido e sem pobreza"
Presidente do Chile, Sebastián Piñera assumiu o compromisso do Chile de "transformar a América Latina em um continente desenvolvido e sem pobreza"

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, expressou neste sábado (17), diante do plenário da 22ª Cúpula Ibero-Americana, o compromisso do Chile de "transformar a América Latina em um continente desenvolvido e sem pobreza."

Piñera, que preside atualmente a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC) e a Aliança do Pacífico, deixou claro que, para conseguir esse objetivo, é necessário trabalhar em conjunto.

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"Dessa forma, vamos chegar mais longe e vamos avançar com mais segurança", enfatizou Piñera em seu discurso no plenário da cúpula.

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O líder chileno também fez referência à reivindicação da Bolívia de contar com uma saída soberana ao oceano Pacífico através do atual território chileno, uma aspiração que o governo de Santiago não compartilha.

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A esse respeito, Sebastián Piñera expressou "a mais plena e permanente vontade de diálogo" do Chile "para encontrar, em conjunto com a Bolívia, soluções úteis, concretas, e factíveis aos problemas e aos desafios que juntos devemos enfrentar".

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou que recorrerá aos tribunais internacionais se o Chile não renegociar o Tratado de 1904 para acolher a reivindicação de seu país de ter uma saída soberana ao mar.

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Esse tratado, que fixa os limites entre as duas nações, foi assinado duas décadas depois da Guerra do Pacífico de 1879-1881, na qual os bolivianos perderam seu litoral no Pacífico.

Como consequência desse conflito armado, Chile e Bolívia não mantêm relações diplomáticas. O governo de Evo Morales sustenta que o tratado foi imposto e estrangula a economia de seu país, já o Chile descarta sua revisão, apesar de se mostrar disposto a articular saídas para o escoamento das mercadorias bolivianas pelo Pacífico.

Piñera enfatizou que, "entre Chile e Bolívia, existe o Tratado de Paz e Amizade de 1904, que foi livremente negociado, legalmente assinado, aprovado pelos Congressos dos dois países e que está plenamente vigente".

"E os tratados, quando assinados, são para serem cumpridos. O Chile cumpriu, cumpre e seguirá cumprindo com zelo e rigor tudo o que esse tratado estabelece", acrescentou.

Ao se referir à integração regional, Piñera assegurou que seu país "aspira o que nossos antepassados nunca alcançaram: transformar a América Latina em um continente desenvolvido e sem pobreza".

Além disso, Piñera acrescentou que no caso do Chile "se fixou como missão transformá-lo em um país desenvolvido e sem pobreza antes que termine esta década".

Nessa linha, o presidente chileno destacou que "apesar das circunstâncias adversas, a crise internacional e o devastador terremoto (de fevereiro de 2010), a economia chilena está crescendo, criando empregos, aumentando seu investimento e melhorando sua produtividade".

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