Logo R7.com
RecordPlus

Chile tem 'Supersegunda' de protestos na capital Santiago

Segundo o ministro do Interior, cerca de 300 pessoas foram presas. Antofagasta, Temuco e Concepción também registraram manifestações

Internacional|Do R7

  • Google News
Transporte público de Santiago ficou fechado durante manifestação
Transporte público de Santiago ficou fechado durante manifestação

O protesto chamado de "Supersegunda" resultou na prisão de ao menos 300 pessoas, nesta segunda-feira (02). De acordo com o Ministério do Interior, o transporte público de Santiago ficou fechado temporariamente.

Leia mais: Viña del Mar registra saques, incêndios e confrontos no Chile


A cidade de 6 milhões de habitantes viu manifestantes forçarem a interdição de várias estações do metrô, o que prejudicou o transporte para o centro. Agitadores que atearam fogo em barricadas em várias ruas importantes também levaram linhas de ônibus a interromper o serviço temporariamente.

Manifestante é preso em Santiago, no Chile
Manifestante é preso em Santiago, no Chile

O ministro do Interior, Gonzalo Blumel, disse que a polícia deteve 283 pessoas após confrontos nos quais manifestantes lançaram pedras e tijolos contra as forças de segurança. Setenta e seis policiais ficaram feridos e várias delegacias foram atacadas, disse Blumel no Twitter.


"Durante a noite, o que vimos foi crime, pura e simplesmente", disse Blumel.

As cidades chilenas de Antofagasta, Temuco e Concepción também testemunharam rompantes de violência.


Março costuma ser um mês de protestos no Chile, já que as pessoas voltam das férias de verão. Este mês marcará o 30º aniversário do fim da ditadura militar de 1973-1990, além do Dia Internacional da Mulher.

Leia também

Protestos contra as injustiças sociais e a desigualdade enraizada irromperam em outubro e sacudiram o país até meados de dezembro.


Os agitadores incendiaram edifícios, trens e estações do metrô e saquearam centenas de supermercados. Os tumultos levaram os militares às ruas pela primeira vez desde o fim do governo do ditador Augusto Pinochet.

Ao menos 31 pessoas morreram, milhares ficaram feridas e dezenas de milhares foram presas, de acordo com estatísticas do governo.

Na manhã desta terça-feira, Blumel observou que a violência ainda é consideravelmente menor em escala e destruição da que foi vista em outubro e novembro do ano passado, quando os protestos começaram.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.