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China tem novo governo ao redor do presidente Xi Jinping

Internacional|Do R7

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A China anunciou neste sábado a composição do governo do novo presidente Xi Jinping e de seu primeiro-ministro Li Keqiang, no qual um ex-embaixador no Japão aparece como ministro das Relações Exteriores em plena crise Pequim-Tóquio.

Wang Yi, um diplomata de 59 anos que desde 2008 era responsável pelas relações com Taiwan, foi anunciado neste sábado como ministro das Relações Exteriores da China, em substituição a Yang Jiechi, que foi promovido ao Conselho de Assuntos de Estado.

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Wang Yi, que trabalha no ministério das Relações Exteriores há mais de 30 anos, foi embaixador no Japão de 2004 a 2007.

Esta experiência pode ser útil em um momento de tensão nas relações entre China e Japão por uma disputa territorial, desde setembro do ano passado, sobre a soberania de um grupo de ilhas no Mar da China Oriental, chamados Diaoyu em chinês e Senkaku em japonês.

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Controladas pelo Japão, as ilhas têm uma importante fauna marinha e são potencialmente ricas em combustíveis.

Como conselheiro de Estado, Yang Jiechi será agora o principal nome da política externa chinesa, um cargo que até agora pertencia a Dai Bingguo.

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O ministério da Defesa ficará com o general Chang Wanquan, que fez grande parte de sua carreira no Exército. Aos 64 anos, ele é membro desde 2007 da poderosa Comissão Militar Central, dirigida desde o último congresso do Partido Comunista, em novembro, pelo novo líder do regime, Xi Jinping.

Também foram nomeados quatro vice-primeiros-ministros, incluindo Wang Yangm, ex-governador da província meridional de Guangdong (Cantão), para integrar o gabinete do novo chefe de Governo Li Keqiang, no qual o presidente do Banco Central, Zhou Xiaochuan, conserva o posto.

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A permanência de Xiaochuan no BC deve tranquilizar o mercado internacional, que o conhece há uma década.

"É positivo para a economia chinesa e para os mercados financeiros, pois Zhou é um homem com experiência, respeitado, reformador e favorável aos mecanismos de mercado", afirmou Lu Ting, economista do Bank of America-Merril Lynch.

Zhou disse esta semana que a China prosseguiria a curto prazo com uma política monetária "neutra", no momento em que precisa manter um forte crescimento, mas controlando ao mesmo tempo uma inflação que no mês passado chegou a 3,2%, o maior nível em 10 meses.

Para 2013, a segunda economia mundial fixou como meta 7,5% de crescimento, assim como no ano passado, e inflação de até 4,5%. Em 2012, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou o menor crescimento desde 1999 (+7,8%), com inflação de 2,6%.

Entre os novos ministros estão o das Finanças, Lou Jiwei, até agora diretor do fundo soberano chinês CIC, e o do Comércio, Gao Hucheng, que até agora ocupava o cargo de vice-ministro.

As nomeações, decididas antes da sessão anual do Parlamento pelo comando do Partido Comunista, foram confirmadas pelos deputados chineses depois da nomeação de Xi Jinping como chefe de Estado, na quinta-feira, e de Li Keqiang como primeiro-ministro na sexta-feira.

Com as nomeações chega ao fim a transição de poder na China, iniciada há pouco mais de quatro meses com o 18º congresso do Partido Comunista Chinês, que continua tomando todas as decisões importantes.

boc/fp

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