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CIA rompeu suas próprias regras durante interrogatórios, acusa jornal britânico

A agência não admitiu formalmente torturas durante as sessões

Internacional|Do R7

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A CIA (Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos) teria rompido suas próprias normas sobre pesquisa médica com humanos durante os interrogatórios de suspeitos de terrorismo, publicou nesta segunda-feira (15) o jornal britânico Guardian.

Um documento interno divulgado pelo periódico ratificou que a CIA tem uma norma geral para as agências americanas que proíbe "promover, contratar ou dirigir pesquisas com humanos", exceto quando elas fazem parte das práticas recomendadas pelo Departamento de Saúde.

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Nesse texto, a CIA detalhou a sua equipe quais práticas estão vetadas pela chamada Ordem Executiva 12.333, em vigor desde 1987, durante o mandato do presidente Ronald Reagan, em relação à "experimentação com humanos".

O documento ressaltou que qualquer pessoa submetida a práticas médicas deverá ter dado seu consentimento prévio e dá ao diretor da agência a prerrogativa de "aprovar, modificar ou desaprovar qualquer proposta em relação à pesquisa com humanos".

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Segundo especialistas consultados pelo Guardian, os limites estabelecidos pela própria agência poderiam ter sido violados por sua equipe médica durante os interrogatórios a terroristas após os atentados de 11 de setembro de 2001.

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Os médicos do Escritório de Serviços Médicos da CIA estavam presentes nessas sessões para aconselhar os agentes sobre a resistência física e psicológica dos sujeitos interrogados, segundo o relatório do Comissão de Inteligência do Senado americano que revelou ano passado as torturas cometidas pela agência.

A CIA, que não admitiu formalmente torturas durante as sessões, alegou que a presença de médicos nos interrogatórios assegurava que qualquer atuação acontecia com rigor médico.

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Em resposta à informação publicada pelo jornal britânico, um porta-voz da agência de inteligência assinalou que "a CIA manteve as diretrizes internas interpretando a Ordem Executiva 12.333 de forma contínua desde 1987 até o presente momento".

"Apesar de algumas dessas diretrizes terem sofrido emendas a partir de 11 de setembro, nenhuma delas mudou as disposições em relação à experimentação com humanos ou foi redigida em resposta ao programa de interrogatórios e detenções", afirmou esse porta-voz. 

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