Cientistas decidem acabar com ‘segundo bissexto’ e mudar contagem do tempo; entenda
Medida votada por especialistas em temporização busca reduzir falhas em sistemas digitais e deve entrar em vigor em 2027
Internacional|Do R7
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A forma como o mundo mede o tempo vai mudar a partir de 2027. Isso porque, nesta quinta-feira (15), um grupo de cientistas, diplomatas e especialistas em temporização decidiu acabar com o chamado segundo bissexto, um ajuste feito nos relógios mundiais para acompanhar pequenas variações na rotação da Terra.
A medida, votada na Conferência Geral de Pesos e Medidas em Versalhes, na França, busca reduzir o risco de falhas em sistemas digitais e deve entrar em vigor em 20 de maio de 2027.
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O segundo bissexto é um ajuste de um segundo feito nos relógios mundiais para manter a contagem oficial do tempo alinhada à rotação da Terra. Ele foi criado porque a velocidade de rotação do planeta varia, enquanto os relógios atômicos, usados para calcular o UTC (Tempo Universal Coordenado), seguem uma contagem regular.
O primeiro ajuste foi realizado em 1972 e, desde então, outros 26 segundos foram acrescentados. No entanto, em meados de 2010, cientistas observaram que a Terra passou a acelerar, levantando a possibilidade de um ajuste inverso, com a retirada de um segundo dos relógios.
O chamado segundo intercalar negativo gerou preocupação entre especialistas, já que a alteração poderia provocar erros em sistemas digitais. Isso porque o UTC é usado como referência por computadores, celulares, aviões, barcos, satélites e sistemas de navegação, como o GPS.
Para evitar esse risco, cientistas voltaram a discutir alternativas em 2022. A solução, aprovada nesta semana, foi ampliar a diferença permitida entre o UTC e o tempo baseado na rotação da Terra, eliminando a necessidade de ajustes frequentes de um segundo.
“Em vez de usar segundos bissextos, todos concordaram em tolerar uma diferença maior entre UTC e UT1 do que no passado. E quando a situação ficar realmente crítica, adicionaremos uma hora bissexta”, explicou a revista Scientific American, que também ressaltou que uma hora bissexta não será necessária por mais de mil anos.
“A maioria de nós não notará a mudança, e a transição para o tempo contínuo será mais fácil para nossa infraestrutura digital — haverá muito menos risco de erros ou interrupções de serviço decorrentes de uma descontinuidade de segundos intercalares. Mas essa mudança significa que a civilização humana se distanciará ainda mais de nossa maneira mais antiga de medir o tempo: olhando para o céu.”
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