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Cientistas encontram no Alasca raro sítio funerário de crianças da Era Glacial

Internacional|Do R7

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Por Daniel Wallis

(Reuters) - Arqueólogos trabalhando no interior remoto do Alasca descobriram a cova de uma criança e de um feto da Era Glacial, os quais, acredita-se, sejam os restos mortais mais jovens encontrados nas Américas que datam desse período. 

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As covas, encontradas debaixo de restos cremados de uma outra criança da Era Glacial, datam de cerca de 11.500 anos atrás e fornecem uma nova perspectiva sobre os rituais funerários das pessoas que viviam nesse local durante o período. 

Os esqueletos, em grande parte completos, foram descobertos em um poço circular com alguns objetos, como quatro chifres e dois projéteis de ponta de pedra, todos decorados com ocres vermelhos, de acordo com pesquisa realizada no ano passado pela equipe do antropólogo Ben Potter, da Universidade do Alasca. 

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Em um artigo publicado nesta segunda-feira no periódico oficial da Academia Nacional de Ciências, a equipe disse que as análises dentárias e ósseas indicavam que um dos esqueletos era uma criança que morreu pouco após o nascimento, enquanto o outro era um feto de estágio avançado. 

Acredita-se que sejam os indivíduos mais jovens do fim do Pleistoceno conhecidos nas Américas, disse o artigo, assim como o único funeral pré-natal conhecido no continente que data desse período. 

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Os dois restos mortais, cuja estimativa é que sejam do sexto feminino, foram encontrados a cerca de 40 centímetros abaixo dos restos cremados de uma criança de 3 anos de idade que haviam sido anteriormente escavados pela equipe durante trabalhos no local em 2010. 

“As duas crianças com objetos funerários associados, e uma terceira criança cremada, representam os restos mortais humanos mais jovens do subártico da América do Norte, e fornecem evidências de novos comportamentos mortuários do fim da última Era Glacial”, escreveram os autores. 

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A equipe disse que o sítio compartilha as características de outras covas do mesmo período. 

Os arqueólogos acreditam que as pontas de pedra antes estavam unidas aos chifres a fim de fazer ferramentas ou armas, e podem refletir a importância dos implementos de caça na cerimônia funerária. Mas eles também disseram ter notado a predominância de peixe e pequenos vestígios de caça no local. 

(Por Daniel Wallis)

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