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Cinquenta anos após assassinato, Dallas faz homenagem a JFK

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Por Jon Herskovitz e Marice Richter

DALLAS, 22 Nov (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy foi lembrado como um líder transcendente em uma cerimônia em Dallas, nesta sexta-feira, no 50º aniversário de seu assassinato.

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"Nossos corações coletivos foram quebrados", disse o prefeito de Dallas, Mike Rawlings, a uma multidão de cerca de 5.000 pessoas na gelada praça Dealey, perto de onde Kennedy foi morto, aos 46 anos, em uma homenagem marcada por orações, cânticos e lágrimas.

Lembrado com carinho por seu vigor juvenil e sua esposa glamourosa, Kennedy permanece como um dos presidentes favoritos dos norte-americanos por sua gestão da crise dos mísseis de Cuba, sua convocação para o serviço público e uma promessa - cumprida mais tarde - de levar um americano à Lua antes do final da década de 1960.

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Dallas realizou pela primeira vez uma cerimônia oficial em alusão àquele que é considerado o dia mais sombrio da sua história.

Em aniversários anteriores do crime, adeptos de teorias conspiratórias sobre a morte de Kennedy costumavam ocupar a praça Dealey, denunciando a tese oficial segundo a qual Lee Harvey Oswald, um ex-fuzileiro naval com inclinações comunistas, teria agido sozinho para fazer os três disparos contra o presidente a partir do sexto andar de um prédio próximo, que servia como depósito de livros.

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Os "conspiratórios" estarão em peso em Dallas neste ano, mas, naturalmente, não fizeram parte da programação oficial.

"A morte dele mudou para sempre a nossa cidade, e também o mundo", disse o prefeito Rawlings em nota. "Queremos marcar esse trágico dia lembrando um grande presidente com o senso de dignidade e história que ele merece."

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Durante anos, Dallas foi vista como uma cidade pária por causa do crime, e sempre evitou qualquer cerimônia alusiva. O estigma começou a desaparecer há algumas décadas, e agora o Museu do Sexto Andar, no antigo depósito de livros, é uma das maiores atrações turísticas da localidade texana.

Dias atrás, a prefeitura apagou um grande X que havia sido pintado por um desconhecido no asfalto da rua Elm para marcar o local exato em que Kennedy foi baleado.

Muitos achavam que o X era de mau gosto, mas a indicação oficial --uma pequena placa num montículo gramado na própria praça-- também era considerada inadequada.

Após milhares de livros, reportagens, programas de TV, filmes de ficção e documentários sobre o 22 de novembro de 1963, as pesquisas mostram que a maioria dos norte-americanos ainda acredita em teorias conspiratórias, rejeitando que Oswald tenha sido o único envolvido.

Hugh Ayensworth, que há 50 anos estava na praça Dealey como repórter, testemunhou a morte de Kennedy e também viu o corpo de Oswald depois de ser assassinado por Jack Ruby, dono de uma casa noturna em Dallas. Desde então, Ayensworth se dedica a investigar essas mortes e a desvendar supostas tramas.

"Não podemos aceitar muito confortavelmente que dois ninguéns, dois nadas - Lee Harvey Oswald e Jack Ruby - fossem capazes de mudar o curso da história mundial", disse ele à Reuters.

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