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Cinquenta mortos em bombardeios da aviação síria contra redutos rebeldes

Internacional|Do R7

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A aviação síria bombardeou vários redutos rebeldes perto da capital Damasco nesta quinta-feira, dia em que se registrou quase 50 mortos e em que Londres declarou ter informações "convincentes" do uso de armas químicas no país.

Quarenta e nove pessoas morreram nos confrontos desta quinta-feira, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), um dia depois da derrubada do minarete da Mesquita dos Omíadas em Aleppo, joia histórica desta cidade do norte sírio.

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Rebeldes e o regime se acusaram mutuamente pela derrubada do minarete

Segundo a Coalizão Opositora, o minarete foi destruído por disparos de tanques do exército sírio. Em um comunicado, ela acusou o regime de "crime contra a civilização". A Mesquita dos Omíadas está situada na Cidade Velha de Aleppo, classificada de patrimônio mundial da Unesco.

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Ao menos 10 pessoas morreram na cidade de Qouseir, perto da fronteira libanesa, principal alvo do Exército sírio, que a ataca com o apoio do Hezbollah xiita libanês e as milícias favoráveis ao regime de Bashar al-Assad. Sua tomada é estratégica por estar localizada entre Homs e a região costeira do país.

A aviação também bombardeou Idleb, província do nordeste do país, a cidade rebelde de Raqa (norte), Hasaké (norte) e Deraa (sul), informou o OSDH.

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Nesta manhã, alguns helicópteros sobrevoaram Ghouta Oriental, uma região agrícola a leste de Damasco e reduto da rebelião.

Ontem, o Exército retomou o controle da localidade estratégica de Otaybeh que, segundo o OSDH, é uma "porta de entrada para o Exército em Ghouta".

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A aviação também atacou Muadamiya al-Sham (sudoeste) e a cidade de Daraya, que as forças do regime tentam tomar há meses.

O OSDH registrou ainda combates em Barzé, bairro do norte de Damasco, no qual os rebeldes conseguiram penetrar pela parte leste.

Maaret al-Nooman, na província de Idleb, localizada na auto-estrada Hama-Aleppo, e vários povoados de Hasaké e Deraa também foram bombardeados.

Na província de Raqa, a aviação atacaou a região próxima a uma refinaria de açúcar, onde combates estão sendo travados entre o Exército e os rebeldes.

Nesta quinta-feira, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores britânico declarou que Londres tem "informações limitadas, mas convincentes" sobre o uso de armas químicas na Síria, principalmente de gás sarin.

"Recebemos informações limitadas, mas convincentes de várias fontes provando a utilização de armas químicas na Síria, principalmente gás sarin", indicou o porta-voz.

"A utilização de armas químicas é um crime de guerra. Repassamos esta informação a nossos aliados, nossos parceiros e às Nações Unidas e trabalhamos ativamente para obter mais e melhores informações", acrescentou em um comunicado.

O presidente sírio, Bashar al-Assad, "deve cooperar com a comunidade internacional e provar que seu regime não cometeu este crime horrível, permitindo acesso ilimitado à ONU e à OIAC (Organização para a Interdição de Armas Químicas) para que uma investigação seja realizada na Síria", segundo a mesma fonte.

Horas antes, o secretário americano da Defesa, Chuck Hagel, declarou em Abu Dhabi que os Estados Unidos acreditavam que o regime sírio utilizou armas químicas "em pequena escala".

A Casa Branca confirmou o envio dessa avaliação aos membros do Congresso, mas ressaltou que os indícios não constituem ainda uma prova a seus olhos.

rd/ser/sk/sbh/erl/esb/jo/mr/dm

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