Colisão de bombardeiro da 2ª Guerra alerta sobre uso de aviões antigos
Acidente logo após a decolagem matou 7 pessoas e deixou outras 7 feridas; autoridades ligaram um 'alerta vermelho' para uso de aviões antigos no país
Internacional|Fábio Fleury, do R7. com Reuters

O acidente com um bombardeiro B-17 da Segunda Guerra Mundial em um aeroporto na cidade de Windsor Locks (EUA), que matou 7 pessoas e deixou outras 7 feridas na manhã de quarta-feira (2) levantou alertas sobre o uso recreativo de aviões antigos restaurados no estado de Connecticut, segundo a agência Reuters.
O senador Richard Blumenthau disse em uma entrevista coletiva que o acidente acendeu uma "luz vermelha de alerta" sobre voos recreativos que são realizados com aviões como o que caiu nesta terça.
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O B-17, também chamado "Fortaleza Voadora" foi produzido entre 1936 e 1945 e usado durante dezenas de missões na Segunda Guerra Mundial, lançando um total de cerca de 500 mil bombas sobre diversos alvos na Alemanha.
75 anos de uso
A aeronave que se acidentou nos EUA saiu da fábrica em 1944 e, desde 1986, fazia parte da coleção da fundação Collings, entidade sem fins lucrativos que é dedicada a preservar a história da aviação, e participava de um tour junto a outros artigos antigos. A entidade tem outras 10 aeronaves 'vintage' restauradas.
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Na quarta-feira, o B-17 faria um voo panorâmico sobre a cidade, mas depois de 10 minutos no ar o piloto avisou a torre que tinha problemas. Quando tentou pousar, perdeu o controle já no solo e se chocou contra um prédio de manutenção e tanques de fluido usado para descongelar pistas.
Falha no motor
Uma testemunha relatou ao jornal local Hartford Courant que, momentos antes do acidente, o avião estava voando muito baixo e a hélice de um de seus quatro motores parecia não estar em funcionamento.
A aeronave tinha 13 pessoas pessoas a bordo, 10 passageiros e 3 tripulantes. A 14ª vítima do acidente foi um funcionário que estava em terra, perto do lugar onde o avião se chocou.












