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Comissário de direitos humanos da ONU critica medida da junta militar da Tailândia

Internacional|Do R7

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GENEBRA (Reuters) - O chefe de direitos humanos da ONU, Zeid Ra'ad al-Hussein, disse nesta quinta-feira que o governo militar da Tailândia havia substituído a lei marcial “por algo ainda mais draconiano” e pediu a volta de um regime civil.

A junta de governo tailandesa afirmou na quarta-feira que havia suspenso a lei marcial imposta pouco antes do golpe de dez meses atrás, mas invocou uma cláusula sobre segurança na Constituição provisória pela qual os militares vão permanecer com poderes amplos.

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Hussein, alto comissário de Direitos Humanos das Nações Unidas, afirmou que a decisão “deixa a porta muito aberta para violações graves de direitos humanos fundamentais” e “extermina a liberdade de expressão”.

A revisão dá “poderes ilimitados” para o primeiro-ministro Prayuth Chan-ocha “sem nenhuma supervisão judicial”, disse Zeid em comunicado, lembrando que a junta havia prometido um retorno ao regime civil depois do golpe de maio passado.

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A medida especial de segurança anunciada pela junta, conhecida como Artigo 44, permite que as forças de segurança continuem a realizar prisões sem mandados e a deter pessoas sem indiciá-las.

"Ela explicitamente dá a esses agentes militares de manutenção da paz e da ordem a autoridade para proibir ‘a divulgação de notícias’, a venda ou distribuição de livros, publicações ou qualquer outra mídia que possam criar temor público ou tenham a intenção de distorcer as notícias e informações para causar confusões que poderiam afetar a ordem e a segurança pública”, disse Zeid.

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A liberdade de reunião também permanece limitada, com punições rigorosas para manifestantes que se juntem em grupos de mais de cinco, acrescentou.

"Na prática, isso significa acabar com todas as contrapartidas e checagens ao poder do governo, tornando a suspensão da lei marcial sem significado”.

(Reportagem adicional de Stephanie Nebehay)

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