Como é o amanhecer em Marte? Vídeo da Nasa mostra paisagem em tons azulados
Planeta conta com atmosfera mais fina que a da Terra, formada principalmente por dióxido de carbono
Internacional|Do R7
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O amanhecer em Marte ganhou um registro incomum pelas lentes do rover Curiosity, da Nasa. Uma nova imagem mostra os primeiros raios de luz iluminando os penhascos de uma região distante do Planeta Vermelho, enquanto o terreno em primeiro plano aparece tomado por tons azulados.
Segundo um comunicado divulgado pela agência americana, a cena foi registrada às 8h30, no horário local de Marte, em 11 de agosto, pela câmera Mastcam instalada no Curiosity. O panorama reúne seis fotografias feitas pelo rover e posteriormente combinadas após o envio dos dados à Terra.
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Diferentemente do processamento aplicado normalmente às imagens da Mastcam, desta vez a equipe da Nasa optou por não corrigir o balanço de branco. A escolha preservou as características da iluminação natural do início da manhã marciana e permitiu mostrar a paisagem com uma aparência mais próxima daquela observada pelo rover naquele momento.
No horizonte, a luz do Sol destaca uma série de formações rochosas conhecidas como yardangs. Esculpidas pela ação do vento, elas se estendem por aproximadamente 16 quilômetros na região noroeste do Monte Sharp.
Amanhecer diferente do da Terra
Embora a imagem possa lembrar uma paisagem terrestre ao amanhecer, a atmosfera e as condições de Marte produzem uma cena bastante diferente. O planeta possui uma atmosfera muito mais fina que a da Terra, composta principalmente por dióxido de carbono, além de uma grande quantidade de poeira suspensa.
A forma como a luz solar atravessa essa atmosfera interfere nas cores observadas pelos instrumentos do Curiosity. Por isso, o registro feito nas primeiras horas do dia apresenta uma aparência distinta das imagens produzidas sob a iluminação mais intensa do meio do dia.
A decisão de preservar as condições originais da iluminação também permite aos cientistas visualizar melhor como a paisagem marciana se apresenta naquele horário.
O que os penhascos podem revelar
O amanhecer registrado pelo Curiosity também ilumina uma região de grande interesse científico. Os yardangs fazem parte das camadas do Monte Sharp, uma montanha com cerca de 5 quilômetros de altura que o rover explora desde 2014.
As diferentes camadas da montanha funcionam como um registro da transformação do ambiente marciano ao longo de bilhões de anos. Estudos realizados pelo Curiosity já encontraram evidências de que a região teve lagos e rios no passado, antes de Marte se tornar o planeta frio e árido observado atualmente.
Os cientistas ainda não sabem exatamente como a camada que forma os yardangs surgiu. Uma das hipóteses é que parte do material tenha sido depositada por antigas erupções vulcânicas e posteriormente remodelada pela erosão provocada pelos ventos.
Para Ashwin Vasavada, cientista do projeto Curiosity no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da NASA, a formação chama atenção justamente por parecer diferente das camadas ao redor.
A expectativa é que o rover consiga se aproximar ainda mais dos yardangs em 2027. A partir daí, poderá observar as formações de perto e usar seus instrumentos para investigar a composição das rochas.
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