Formação geológica inédita surpreende cientistas em missão da Nasa em Marte
Rover Curiosity encontrou área coberta por padrões em formato de colmeia em proporção nunca observada antes
Internacional|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Nasa divulgou na quarta-feira (29) imagens de uma formação geológica encontrada pelo rover Curiosity durante sua exploração de Marte. O veículo robótico identificou uma grande área coberta por padrões em formato de colmeia, chamados de fraturas poligonais. Embora essas estruturas já tenham sido vistas antes no planeta, os cientistas nunca tinham encontrado uma concentração tão grande.
Os polígonos medem entre 4 e 8 centímetros de diâmetro e aparecem espalhados por toda a paisagem registrada pelo Curiosity em imagens panorâmicas feitas nos dias 19 e 20 de junho. Eles também cobrem parte de uma formação rochosa apelidada de Miraflores, que tem cerca de 6 metros de altura.
“Vimos muitas paisagens fascinantes pelos olhos do Curiosity, mas esse mar de polígonos chamou nossa atenção”, afirmou Ashwin Vasavada, cientista da missão no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa.
Veja Também
Os pesquisadores ainda tentam entender como essas estruturas se formaram. Em outras regiões de Marte, padrões parecidos foram ligados a rachaduras em antigos depósitos de lama, resultado de períodos de umidade e secagem. Também existe a possibilidade de que tenham surgido por mudanças de temperatura ou pela compactação de sedimentos ao longo do tempo.
A descoberta pode trazer novas pistas sobre o passado do planeta. Bilhões de anos atrás, Marte tinha rios e lagos, e o Curiosity já encontrou evidências de que o ambiente reunia água, elementos químicos e nutrientes que poderiam sustentar formas simples de vida.
O Curiosity é um rover, nome dado aos veículos robóticos enviados para explorar a superfície de outros planetas, que pousou em Marte em agosto de 2012 e, desde então, vem investigando a história geológica do planeta. Ao longo da missão, já encontrou cristais de enxofre, meteoritos e compostos orgânicos.
Desde 2014, o veículo percorre o Monte Sharp, uma montanha com cerca de 5 quilômetros de altura. A região é considerada uma das mais importantes da missão porque concentra sinais de antigos ambientes aquáticos.
Apesar dos avanços, ainda não é possível afirmar se os compostos orgânicos encontrados em Marte têm origem biológica ou se foram formados apenas por processos geológicos. Agora, os cientistas esperam que as estruturas registradas no Valle Grande ajudem a entender melhor como o planeta evoluiu ao longo de bilhões de anos.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp













