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Como hackers levaram R$ 34 bilhões da Binance e fizeram o maior roubo de criptomoeda da história

Investigação sugeriu que violação pode ter começado com notebook hackeado; especialistas apontam ação norte-coreana

Internacional|Do R7, com Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Hackers roubaram US$ 6,3 bilhões da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, em um ataque atribuído à Coreia do Norte.
  • A violação começou com um laptop hackeado de um engenheiro da Binance, permitindo saques não autorizados.
  • Cerca de metade dos ativos roubados foi congelada por emissores de stablecoins, e a Binance está trabalhando para recuperar os fundos.
  • A Coreia do Norte é suspeita de estar por trás do ataque, mas nega as acusações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um homem de costas, vestindo um moletom vermelho com capuz, está sentado em uma cadeira em frente a uma mesa
Maior parte do roubo ocorreu em cerca de 20 minutos Reprodução/Record News

Hackers roubaram US$ 6,3 bilhões (aproximadamente R$ 34 bilhões, na cotação atual) da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, em um roubo recorde que analistas atribuíram à Coreia do Norte.

A maior parte do roubo ocorreu em cerca de 20 minutos, a partir do final da quinta-feira (29), e apresentou semelhanças com grandes ataques anteriores atribuídos à Coreia do Norte, de acordo com as empresas americanas de análise de blockchain TRM Labs e Chainalysis.

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Veja a seguir como os hackers atacaram a empresa e levaram bilhões

Uma investigação inicial sugeriu que a violação pode ter começado com um laptop hackeado pertencente a um dos engenheiros da Binance, o que permitiu que um invasor obtivesse acesso a um de seus sistemas e realizasse saques não autorizados, informou a Binance.

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“Nossa equipe de segurança está rastreando todo o caminho do ataque por meio do computador comprometido, que pode ser o ponto de entrada do incidente”, afirmou a Binance.

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Mark Karpeles, ex-diretor da extinta corretora de bitcoins Mt Gox, sediada em Tóquio, que faliu há 12 anos após o roubo de US$ 500 milhões em bitcoins, disse que os invasores provavelmente acessaram chaves privadas de pelo menos duas carteiras da Binance.

“A Binance parece ter dividido seus ativos entre vários sistemas, garantindo que um ataque possa afetar apenas uma parte dos ativos, mas, mesmo assim, um único ataque representa uma grande perda”, disse ele.

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A TRM afirmou que os invasores conseguiram fazer com que as carteiras utilizadas pela Binance fossem esvaziadas em carteiras controladas pelos hackers, repetindo um roubo ocorrido em 2025 na corretora de criptomoedas Bybit, que o FBI (Departamento Federal de Investigação dos EUA) havia atribuído a Pyongyang.

Além da perda potencial de ativos, a violação de segurança provavelmente teve ramificações mais amplas para o mercado de criptomoedas, que já vinha sob pressão devido às taxas de juros mais altas nos EUA e à menor demanda por parte dos compradores de fundos negociados em bolsa (ETFs), afirmaram analistas.

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Empresa promete cobrir perdas

Cerca de metade dos ativos roubados foi rapidamente congelada por emissores de stablecoins, como Tether, Circle e a World Liberty Financial, apoiada por Trump.

A Binance afirmou que os fundos dos usuários estão seguros e que está trabalhando com parceiros para congelar parte dos ativos afetados, com cerca de US$ 3 bilhões localizados até o momento. A empresa espera retomar os serviços de saque nas próximas 48 horas.

A empresa não mencionou a situação dos US$ 3,3 bilhões restantes.

“Seu dinheiro está seguro e estamos cobrindo todas as perdas”, disse o co-CEO Richard Teng no X. “Nossa investigação não atribuiu responsabilidade a nenhum indivíduo.”

“É o maior ataque hacker da história”, disse Aravind Srinivasan, da corretora GSR.

A Binance, que permite que os usuários comprem, vendam e negociem ativos digitais, possui 335 milhões de usuários registrados globalmente e tinha cerca de US$ 162,8 bilhões em ativos sob custódia, conforme o relatório anual de 2025 da corretora.

A corretora de criptomoedas administra um fundo de ativos seguros para os usuários, que consiste em uma reserva de US$ 1 bilhão mantida inteiramente em bitcoin, destinada a proteger os ativos dos usuários em casos de violações de segurança, de acordo com seu site.

O co-CEO Teng afirmou que “os fundos da empresa” cobrirão as perdas.

A emissora de stablecoins Tether informou ter congelado quase US$ 1,57 bilhão em ativos vinculados ao incidente, enquanto a Circle congelou mais de US$ 800 milhões.

Participação norte-coreana

A Coreia do Norte vem, há anos, utilizando unidades cibernéticas ligadas ao Estado para espionagem, roubo financeiro e geração de receita, de acordo com autoridades dos EUA e da Coreia do Sul, bem como especialistas em segurança cibernética.

Tanto a TRM quanto a Chainalysis se mostraram altamente confiantes de que a Coreia do Norte foi a responsável pelo ataque bilionário à Binance.

A Coreia do Norte nega rotineiramente essas acusações. Sua missão em Genebra e sua embaixada na China não responderam imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters.

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