Análise: ataque hacker a supermercados franceses reforça papel da cibersegurança
‘Uma situação como essa pode impactar inclusive no abastecimento de uma cidade, de um país’, alerta especialista
Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Os refrigeradores de mais de 200 supermercados na França tiveram as temperaturas elevadas até 50ºC por conta de um ataque cibernético em larga escala. O calor estragou milhares de alimentos e causou pequenos incêndios, segundo relatos. Pela manhã desta terça (13), os funcionários das lojas avaliaram o prejuízo ao verem montanhas de comida ocuparem as lixeiras. A Agência Nacional de Segurança Cibernética investiga o caso.

“O estrago é grande e preocupante. [...] Uma situação como essa pode impactar inclusive no abastecimento de uma cidade, de um país, inclusive”, alertou o especialista em crimes digitais Flávio D’Urso durante o Conexão Record News. Com o prejuízo feito, as investigações podem até encontrar os responsáveis, mas a possibilidade de eles estarem em outro país dificulta a punição efetiva dos suspeitos.
D’Urso enxerga o acontecimento como um preocupante lembrete da vulnerabilidade decorrente da conexão de eletrodomésticos e maquinário à internet, mas faz questão de apontar: “Tudo isso aconteceu por uma questão de o sistema estar desatualizado. A empresa que presta esse serviço para esses supermercados disse que o sistema estava desatualizado”.
O papel da segurança em ambientes virtuais ganha um destaque maior com a utilização de modelos de inteligência artificial capazes de realizar invasões ainda mais efetivas e em escalas ainda maiores. D’Urso levanta o cenário de um ataque a máquinas que atuem na produção agropecuária. “Isso só demonstra como nós precisamos estar atentos a essa questão da tecnologia e da segurança da informação”.
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Os avanços da IA dificultam cada vez mais as chances de garantir aos sistemas uma defesa efetiva. “Não tem como evitar, porque sempre há a possibilidade de serem identificadas novas formas de efetuar esses ataques”, lamenta o especialista. Ainda assim, ele entende que usar a própria tecnologia para combater futuras invasões diminuiria ainda mais a janela de risco. Um jogo de “gato e rato”, nas palavras do especialista.
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