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Como o El Niño está mudando a cor do Oceano Pacífico, segundo a Nasa

Imagens de satélite mostram que áreas próximas ao Equador, normalmente esverdeadas, estão azuladas

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O El Niño está aquecendo o Oceano Pacífico e mudando sua cor, de esverdeada para azulada, segundo a Nasa.
  • A mudança de cor está relacionada à redução do fitoplâncton, organismos essenciais para a cadeia alimentar marinha.
  • O fitoplâncton diminui devido à menor ressurgência de águas ricas em nutrientes, causada pelo enfraquecimento dos ventos alísios durante o El Niño.
  • A Nasa monitora essas transformações no oceano com o satélite PACE, lançado em 2024, que observa em múltiplos comprimentos de onda.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Oceano está sendo monitorado pelo satélite Pace Reprodução/Nasa

Além de estar aquecendo o Oceano Pacífico a níveis sem precedentes, o El Niño também está mudando a cor do oceano. Imagens monitoradas pela Nasa mostram que áreas próximas ao Equador, que costumam ser esverdeadas, estão ficando mais azuladas.

De acordo com a agência espacial, a mudança na tonalidade está ligada à redução de fitoplâncton, um conjunto de organismos microscópicos que realiza fotossíntese e serve de base para a cadeia alimentar marinha.

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Com milhares de espécies diferentes, esses organismos podem apresentar cores variadas, como azul-turquesa, marrom ou verde, influenciando a cor do mar. O que vem sendo observado no Pacífico é a diminuição do tradicional fitoplâncton verde.

Isso acontece porque o fitoplâncton se desenvolve melhor em águas frias e ricas em nutrientes. Durante o El Niño, o enfraquecimento dos ventos alísios reduz a ressurgência, processo que leva águas profundas, carregadas de nutrientes, até a superfície. Com menos nutrientes disponíveis, a quantidade de fitoplâncton diminui, alterando a cor da água.

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A redução desses organismos também pode afetar outras formas de vida marinha. Como o fitoplâncton ocupa uma posição fundamental na cadeia alimentar, sua diminuição pode provocar efeitos em outros seres vivos, que precisam buscar novas áreas para encontrar alimento.

Para acompanhar essas transformações, a Nasa utiliza o satélite Pace, sigla em inglês para Plâncton, Aerossol, Nuvem e Ecossistema Oceânico. Lançado em 2024, ele conta com um instrumento capaz de observar o oceano em centenas de comprimentos de onda de luz visível, ultravioleta e infravermelho próximo.

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