Companhias aéreas da Europa e EUA são pouco afetadas pela guerra, afirma especialista
Impactos até o momento estão concentrados em empresas com forte atuação no Oriente Médio; se guerra se estender, problema pode chegar até o Brasil
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Pelo Oriente Médio, os aviões continuam estacionados pelos aeroportos. Os céus acima da região, que já foi uma vez a rotatória aérea do mundo, permanecem vazios. Segundo a consultoria Cirium, mais de 37 mil voos foram cancelados desde o início da guerra. Não bastasse isso, o preço do querosene de aviação subiu como consequência do valor do petróleo.
Enquanto as aeronaves não decolam, as ações das empresas focadas na região e na Ásia despencam. O cenário ocorre alguns anos depois da crise global que afetou o setor durante a pandemia. Ainda assim, James Waterhouse, professor do departamento de engenharia aeronáutica da USP São Carlos, avalia que os danos talvez não sejam tão severos quanto os de 2020.
“Para essas empresas localizadas no Oriente Médio o risco é grande e o prejuízo é enorme. Para as outras, não. [...] Então companhias da Europa e dos Estados Unidos vão sofrer um impacto muito pequeno”. Contudo, o professor lembra que tudo depende da duração do conflito, que poderia levar ao aumento generalizado de combustíveis: “Aí vai afetar a ação a nível mundial e não tem jeito. [...] Se continuar, com certeza os impactos serão generalizados e nós vamos sofrer aqui no Brasil também”.
No Conexão Record News desta terça (10), Waterhouse afirmou que, apesar de as empresas de linha aérea passarem por um bom momento, os efeitos que devem ocorrer no curto prazo são o aumento do custo das passagens e o cessamento temporário de voos próximos da região. Além disso, o especialista acredita que o risco intrínseco de um míssil atingir algum avião ou aeroporto da empresa também é um fator que prejudica o setor.
Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!











