Congresso dos EUA aprova projeto para reduzir atrasos em voos
Internacional|Do R7
WASHINGTON, 26 Abr (Reuters) - O Congresso dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira um projeto destinado a reduzir os atrasos aéreos causados pelos cortes do orçamento federal, numa medida que irritou grupos atingidos por outras formas de contingenciamento de verbas.
O Senado aprovou a medida por unanimidade na noite de quinta-feira, e a Câmara dos Deputados fez o mesmo nesta sexta-feira, por 361 x 41 votos. O porta-voz da Casa Branca Jay Carney disse que o presidente norte-americano, Barack Obama, pretende sancionar a medida.
A lei dá flexibilidade ao Departamento de Transportes para usar cerca de 250 milhões de dólares em verbas sobressalentes, a fim de cobrir os salários imediatos de controladores de tráfego aéreo e de outros empregados essenciais da Administração Federal da Aviação que haviam sido alvo de cortes.
O projeto tramitou em regime de urgência porque os parlamentares queriam aplacar a ira dos viajantes com os atrasos causados desde que os controladores deixaram o trabalho, no domingo. As companhias aéreas haviam iniciado uma campanha para que a opinião pública pressionasse o Congresso e a Casa Branca.
Não está claro por quanto tempo os atrasos permanecerão depois que Obama sancionar a medida, aprovada na véspera de um feriado prolongado.
O sindicato dos controladores ficou aliviado.
"Após apenas uma semana de afastamento dos controladores, está abundantemente claro que um controle de tráfego aéreo operado por sua força de trabalho completa é necessário para que o nosso sistema do espaço aéreo nacional opere em plena capacidade", disse a Associação Nacional dos Controladores de Tráfego Aéreo.
A rápida tramitação do projeto marcou um surpreendente esforço bipartidário, especialmente depois de muitos republicanos terem acusado o governo Obama de manipular verbas para maximizar o impacto dos cortes orçamentários, prejudicando assim a imagem dos republicanos, que buscam agressivamente reduzir os gastos públicos.
O chamado "sequestro" orçamentário, incidindo sobre praticamente todos os gastos públicos, foi previsto em um acordo de 2011 que solucionou uma crise orçamentária anterior. Ele poderia ter sido evitado se o governo e a oposição tivessem chegado a um consenso sobre cortes mais específicos, que entraram em vigor em 1º de março.
Se o Congresso não aprovar um plano de gastos melhor para o próximo ano fiscal, os controladores de tráfego aéreo podem ser novamente afastados do trabalho depois de 1º de outubro, quando entra em vigor uma nova rodada de cortes orçamentários automáticos.
(Reportagem de Richard Cowan, Doug Palmer, Susan Heavey, Karen Jacobs e Alwyn Scott)












