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Conselho Europeu diz que ataque na Venezuela marca incerteza para segurança internacional

Secretário-geral disse que a situação da Venezuela levanta ‘sérias questões sobre o direito internacional’

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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  • Alain Berset, secretário-geral do Conselho Europeu, manifesta preocupação sobre a situação na Venezuela, citando incertezas para a segurança internacional.
  • O ataque dos EUA, que resultou na morte de ao menos 80 pessoas e captura de Nicolás Maduro, recebeu condenação em relação ao uso da força em outro Estado.
  • Berset defendeu uma transição de poder pacífica e democrática, ressaltando a importância da vontade do povo venezuelano no processo político.
  • Ele destacou a relevância do direito internacional como universal e advertiu sobre os perigos de um mundo com exceções e padrões duplos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Secretary General of the Council of Europe Alain Berset speaks to the media, on the day of a Council of Europe diplomatic conference to launch a convention establishing the International Claims Commission for Ukraine, aimed at handling compensation claims related to Russia's war in Ukraine, in The Hague, Netherlands, December 16, 2025. REUTERS/Piroschka van de Wouw
Alain Berset diz que transição de poder na Venezuela deve respeitar a vontade do povo venezuelano Piroschka van de Wouw/Reuters - 16.12.2025

O secretário-geral do Conselho Europeu, Alain Berset, afirmou neste domingo (4) que a situação da Venezuela levanta “sérias questões sobre o direito internacional”. Por meio de nota, disse ainda que os relatos vindos do país “marcam um momento de profunda incerteza para o povo venezuelano e para a estabilidade e segurança internacionais”.

A manifestação de Berset ocorre após o ataque dos Estados Unidos neste sábado (3), que causou a morte de ao menos 80 pessoas na Venezuela e capturou o ditador Nicolás Maduro. O presidente americano, Donald Trump, afirmou em coletiva após o ataque que os EUA governarão a Venezuela e vão “controlar suas reservas de petróleo”.


“O Conselho Europeu considera que qualquer uso da força no território de outro Estado levanta sérias questões sob o direito internacional, incluindo os princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas de soberania, integridade territorial e não interferência”, acrescentou Berset.

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O porta-voz defendeu que a transição de poder no país deve ser pacífica, democrática e respeitar a vontade do povo venezuelano.


“A democracia só pode prevalecer se for reconquistada pelos próprios venezuelanos, por meio de um processo político inclusivo, eleições confiáveis e a restauração de instituições democráticas que inspirem confiança pública”, afirmou.

Berset fez ainda um paralelo com a situação na Europa. “O Conselho, por meio de sua atuação na Ucrânia, sabe o quão frágil o direito internacional se torna quando o uso da força é normalizado. É por isso que a coerência e a credibilidade são importantes”, reforçou.


O porta-voz finalizou dizendo que o direito internacional só faz sentido quando é universal. “Um mundo governado por exceções, padrões duplos ou esferas de influência concorrentes é um mundo mais perigoso.”

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