‘Consequências são diferentes’, diz geólogo ao comparar terremotos na Colômbia e Venezuela
Abalo sísmico de magnitude 7,4 graus na escala Richter foi sentido em partes do Brasil por causa do alcance das vibrações
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia e deixou mais de 200 mortos foi sentido em partes do Brasil por causa do alcance das vibrações geradas pelo abalo. Segundo o especialista em gestão e prevenção de desastres, Abdel Hach, a profundidade é um dos fatores que ajuda a explicar a distância em que um tremor pode ser percebido.
“Quanto mais profunda a atividade da falha geológica, ou seja, onde temos o abalo, quando ele inicia, [...] isso cria uma chamada cone de interferência. Então, quanto maior a profundidade, maior a intensidade e magnitude que nós temos, ou seja, onde vão se espalhar essas vibrações, vão ser cada vez maiores as distâncias a partir do epicentro”, explicou em entrevista ao Jornal da Record News desta segunda-feira (10).

A ocorrência levantou comparações com o terremoto registrado recentemente na Venezuela. Hach afirmou que os dois eventos têm relação com a dinâmica das placas tectônicas na região, mas apresentam características diferentes. Enquanto o tremor venezuelano ocorreu a cerca de 10 km de profundidade, o colombiano teve origem a aproximadamente 100 km.
“Então, geologicamente, os princípios são os mesmos, as consequências são diferentes, dependem de vários fatores, tanto geológicos, geotécnicos e na parte de gestão da própria cidade por onde passa a ação trópica”, disse. Para o especialista, os terremotos fazem parte da dinâmica natural do planeta, mas a concentração de pessoas e construções em áreas sujeitas a atividades geológicas aumenta o potencial de danos.
O especialista destacou ainda que planejamento e preparação podem reduzir as consequências de novos tremores. Entre as medidas estão construções baseadas em estudos geotécnicos e estruturas preparadas para suportar abalos. Ele também defendeu a presença de geólogos, geotécnicos e engenheiros nas equipes de Defesa Civil para ajudar a “minimizar os impactos, principalmente para minimizar os danos à sociedade”.
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