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Tóquio registra sequência recorde de 35 dias chuvosos; entenda o fenômeno

Especialistas atribuem as chuvas intensas à passagem de tufões, mudanças climáticas e ao El Niño

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Tóquio registra 35 dias consecutivos de chuva, um recorde histórico desde 1886.
  • Chuvas impactam economia, saúde e rotina dos moradores, com pouca luz solar e alta umidade.
  • Especialistas associam o fenômeno a mudanças climáticas e ao El Niño, mas ligação direta ainda é incerta.
  • Região central de Tóquio teve apenas 46,8 horas de sol, 36% da média anual para o período.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sequência de chuva começou em 27 de agosto Pexels

A Agência Meteorológica do Japão registrou 35 dias consecutivos de chuva em Tóquio nesta quarta-feira (30). A sequência, que começou em 27 de agosto, é a maior desde que o serviço meteorológico começou a registrar dados, em 1886.

Além de afetar a economia, diminuindo o turismo e aumentando os preços dos alimentos, as chuvas recordes impactam a saúde física e mental dos moradores, que estão vivendo em níveis historicamente baixos de luz solar.

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Até então, a maior sequência de chuva havia sido de 33 dias, entre junho e julho de 2019, época conhecida por ser chuvosa. O novo recorde entre agosto e setembro chama a atenção de especialistas, que atribuem o fenômeno a uma série de fatores, incluindo mudanças climáticas e o El Niño, que está aquecendo o Oceano Pacífico e intensificando os padrões climáticos extremos.

Um porta-voz da Agência Meteorológica do Japão afirma que é difícil estabelecer uma ligação direta entre as mudanças climáticas e a sequência de precipitação em Tóquio. Embora já tenha reconhecido que o aquecimento global afeta o clima do Japão, o serviço atribui o novo recorde principalmente a passagens de tufões, que vêm causando estragos no país.

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Além de impactar a produção de alimentos e, consequentemente, a economia, as chuvas estão afetando a rotina das pessoas, que reclamam da falta de luz solar e dizem se sentir indispostas devido à baixa pressão atmosférica e alta umidade.

Segundo o The Japan Times, no último mês, a região central de Tóquio recebeu um total de 46,8 horas de sol, o que representa 36% da média anual para esse período, e chegou a registrar 14 dias seguidos sem nenhum sinal do sol.

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