Internacional Coreia do Norte tem 21 mortes por Covid em 'maior calvário' da história

Coreia do Norte tem 21 mortes por Covid em 'maior calvário' da história

País registrou 174,4 mil novos casos potenciais da doença dois dias depois de relatar suas primeiras infecções

Agência EFE
Ditador da Coreia do Norte não tem um plano para a vacinação da população

Ditador da Coreia do Norte não tem um plano para a vacinação da população

EFE/EPA/KCNA - 29.6.2021

A Coreia do Norte registrou neste sábado (14) mais 21 mortes relacionadas com a Covid-19, além de 174,4 mil novos casos potenciais, dois dias depois de relatar suas primeiras infecções, enquanto o líder Kim Jong-un qualificou a atual crise sanitária como "o maior calvário desde a fundação do país".

A agência de notícias estatal KCNA publicou a atualização dos dados da epidemia registrados até o dia anterior, após uma reunião de emergência do Politburo norte-coreano, presidida por Kim.

De acordo com o balanço, desde o fim de abril e até o dia anterior, foram detectadas no país 524.440 pessoas com febre de origem desconhecida (como o regime parece estar se referindo à doença pandêmica), das quais 234.630 teriam se recuperado e 288.810 estariam recebendo tratamento.

Por sua vez, o número de óbitos registrados pelo país e ligados a essa sintomatologia chegou agora a 27, dos quais pelo menos um teve resultado positivo para teste de Covid-19, conforme relatado pelo governo norte-coreano.

"O Politburo discutiu medidas políticas práticas para suprimir e controlar rapidamente a propagação de doenças infecciosas em todo o país", destacou a KCNA. Kim, que ressaltou a gravidade da situação, pediu o reforço das medidas de quarentena para superar "a crise" e garantiu que a maioria dos pacientes está enfrentando uma forma "leve" da doença.

O líder do regime norte-coreano defendeu ainda o estrito fechamento de fronteiras que seu país empreendeu em 2020, com a explosão da pandemia, e pediu às autoridades locais que aprimorem seus sistemas de quarentena e sensibilizem a população sobre sua importância.

Kim também atribuiu a atual situação epidêmica no país à "incompetência" e "irresponsabilidade" das organizações que deveriam gerenciar as quarentenas, enfatizando a importância de estudar as políticas aplicadas em outros países e suas conquistas.

A Coreia do Norte relatou na quinta-feira seu primeiro surto de Covid-19 desde que o patógeno foi detectado, há mais de 2 anos. A situação é preocupante devido ao grau de contágio da variante detectada, a subvariante Ômicron BA.2, e ao fato de o país ter rejeitado a doação de quase 5 milhões de doses de vacinas pelo consórcio Covax, não ter aplicado uma única dose em sua população e tampouco ter um plano nacional de vacinação. 

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