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Prolongamento da guerra no Oriente Médio faz com que os EUA revivam traumas; veja análise

Professor cita os conflitos do Iraque e Afeganistão: ‘Os EUA entraram nesses países e quando saíram, esses países continuaram inimigos’

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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Nesta terça-feira (28), a guerra no Oriente Médio completou cinco meses de duração. As mortes já superam milhares e as consequências geraram danos na economia global e na reputação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo um relatório da Reuters/Ipsos, apenas um em cada três norte-americanos apoia a guerra, o menor índice registrado desde o início do conflito.

“Trump, em 2024, durante a campanha, prometeu várias vezes que não colocaria os EUA em guerras intermináveis. [...] Quando essa começou, ele foi perguntado: ‘Vai ser como no Vietnã?’ [...] Trump falou que iria durar de quatro a cinco semanas. [...] A guerra continua e não tem perspectiva de acabar”, analisou o professor de relações internacionais da UFF (Universidade Federal Fluminense), Vitelio Brustolin.


Com o prolongamento do conflito, o povo estadunidense começa a reviver traumas de conflitos passados: “Foram duas décadas nas guerras do Iraque e do Afeganistão. Os Estados Unidos entraram nesses países e, quando saíram, esses países continuaram inimigos”. Sem entender as razões que motivaram a entrada em mais uma guerra, os norte-americanos se irritam com o conflito e os efeitos que ele gera na economia.

“A guerra está encarecendo a vida da população. [...] Quando essa guerra começou, o galão da gasolina custava US$ 3; agora custa US$ 4. [...] Tem americanos dizendo que até entendem que os EUA precisam combater o Irã, mas que seria mais importante cuidar dos problemas domésticos do país do que entrar em mais uma guerra longa e custosa”, finalizou Brustolin no Conexão Record News desta terça (28).

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