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Coreia do Sul afirma que não há sinais de iminente teste nuclear do Norte

Internacional|Do R7

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A Coreia do Sul informou nesta segunda-feira que não existem sinais de que a Coreia do Norte esteja preparando o quarto teste nuclear, depois de anunciar poucas horas antes que a atividade era intensa na principal unidade atômica norte-coreana.

"Há atividades, mas parecem ser atividades de rotina nas instalações de Punggye-ri, onde acontecem este tipo de teste", afirmou o porta-voz do ministério da Defesa, Kim Min-Seok.

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O ministério da Unificação afirmou que outro teste não parece ser "iminente".

O ministro da Unificação, Ryoo Kihl-jae, havia declarado a uma comissão parlamentar que Pyongyang parecia preparar para os próximos dias um lançamento de teste de míssil balístico, assim como um quarto teste nuclear.

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"Sim, há sinais de uma atividade pouco habitual ao redor da principal unidade norte-coreana de testes nucleares", disse.

Em Haia, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu Coreia do Norte que não faça novas provocações.

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"A República Popular Democrática da Coreia não pode continuar assim, enfrentando e desafiando a autoridade do Conselho de Segurança e a comunidade internacional", disse.

"Peço que se abstenham de adotar novas medidas de provocação", disse.

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"É um pedido urgente e honesto da comunidade internacional, que me inclui", declarou Ban após um encontro com o ministro holandês das Relações Exteriores, Frans Timmermans.

Ao mesmo tempo, um dirigente do Partido Comunista norte-coreano, Kim Yang Gon, afirmou, segundo a agência oficial KCNA, que Pyongyang vai retirar os 53.000 trabalhadores da zona industrial conjunta com a Coreia do Sul de Kaesong.

"Pyongyang suspenderá temporariamente as operações na região e estudará o tema para saber se deve permitir sua existência ou fechá-lo", disse Gon.

"As decisões são inevitáveis pela atitude belicista dos que buscam fazer de Kaesong um objeto de confronto", declarou Kim Yang Gon, que visitou o complexo na manhã desta segunda-feira.

"A maneira como a situação evoluirá nos próximos dias dependerá em sua totalidade da atitude das autoridades sul-coreanas", completou.

De acordo com o jornal New York Times, Estados Unidos e Coreia do Sul elaboram planos para responder de medida coordenada as ações da Coreia do Norte, mas com o objetivo de evitar uma escalada para uma guerra aberta.

O jornal, que cita fontes não identificadas do governo, destacou que o plano para contra-atacar as provocações prevê uma resposta imediata, mas proporcional à Coreia do Norte, caso Pyongyang decida executar um ataque terrestre ou disparar um míssil.

De acordo com o plano, qualquer ataque de Pyongyang será respondido com armas similares, acrescentou o jornal.

No caso de bombardeio dos norte-coreanos a uma ilha sul-coreana com instalações militares, o plano define uma rápida resposta com uma carga de intensidade similar.

O Japão ordenou a suas forças a derrubada de qualquer míssil norte-coreano que apontar para seu território, anunciou uma fonte do ministério da Defesa.

A ordem do ministro japonês da Defesa, Itsunori Onodera, implica sobretudo o deslocamento no mar do Japão de destróieres equipados com o sistema de intercepção Aegis.

"Não convocaremos nenhuma entrevista coletiva especial porque não queremos depender das provocações norte-coreanas. E a Coreia do Norte teria indicações de nossa estratégia se apresentássemos detalhes em público", disse a fonte, que pediu anonimato.

"Não existe uma alta probabilidade de que este míssil aponte para o Japão, mas decidimos por uma preparação para qualquer eventualidade", completou.

jhw/fp

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