Coreia do Sul condena vídeo de imigrante preso a tijolos por fita adesiva: ‘Flagrante violação’
De acordo com ativistas, o trabalhador está em estado de trauma psicológico; governo abriu investigação para apurar irregularidades
Internacional|Do R7
RESUMO DA NOTÍCIA
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O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, classificou como violação dos direitos humanos o caso de um trabalhador imigrante preso a tijolos com filme plástico e erguido por uma empilhadeira em uma fábrica no sul do país. A cena foi registrada em vídeo e gerou ampla repercussão nas redes sociais.
As imagens, divulgadas por um grupo de direitos humanos da região de Gwangju Jeonnam, mostram um homem de 30 anos do Sri Lanka sendo amarrado aos blocos e içado por uma empilhadeira, enquanto colegas assistem à cena. Um dos presentes repreende o imigrante e exige um pedido de desculpas. O episódio teria ocorrido em Naju, na província de Jeolla do Sul, embora não se saiba a data exata da gravação.
O presidente Lee afirmou que o caso representa um ato de violência contra minorias e vulneráveis. Ele disse ter ficado chocado com as imagens e pediu ação imediata dos ministérios envolvidos. Em uma publicação em rede social, Lee escreveu que “é inimaginável que tal incidente possa ocorrer em um país conhecido como uma potência cultural e um modelo de democracia”.
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O Ministério do Emprego e Trabalho abriu uma investigação para apurar possíveis violações das leis trabalhistas. O ministro Kim Young-hoon informou que o caso será analisado sob suspeita de assédio e outras irregularidades, como atraso nos pagamentos. Ele prometeu reforçar o monitoramento de empresas que contratam trabalhadores estrangeiros.
De acordo com ativistas, o trabalhador está em estado de trauma psicológico. O grupo que divulgou o vídeo afirmou que o caso demonstra o tratamento desumano dado a muitos imigrantes no país, que seriam vistos como ferramentas e não como pessoas.
A Coreia do Sul recebe anualmente dezenas de milhares de trabalhadores estrangeiros, principalmente de países do Sudeste Asiático, por meio de um programa governamental que abastece setores como agricultura e manufatura. Organizações civis denunciam há anos a precariedade das condições de trabalho e os frequentes casos de maus-tratos.
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