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Corte Suprema da Venezuela rejeita primeiro recurso contra eleição

Internacional|Do R7

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O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela rejeitou um primeiro recurso contra a eleição presidencial de 14 de abril passado, vencida pelo candidato da situação, Nicolás Maduro, de acordo com sentença divulgada neste sábado.

Segundo o tribunal de sustentação da sala eleitoral, a impugnação, apresentada em 7 de maio pelo advogado Oscar Arnal em nome dos venezuelanos que vivem no exterior, não contém elementos suficientes para ser admitida.

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"O que se expõe como sustentação do recurso são indicações dispersas" relativas a "uma fraude eleitoral, assim como ao exercício do voto por parte de eleitores fora do território nacional", anunciou a sala eleitoral em sua sentença.

O Tribunal considerou que esse recurso não cumpre o requisito legal de que toda impugnação deve conter "uma narração circunstanciada dos fatos que deram lugar à infração que se alegue e dos vícios nos quais se incorreu".

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Como afirma a sentença, esse recurso é "totalmente indeterminado, genérico e confuso" e contém "exclusivamente julgamentos de valor, sem a fundamentação exigida pela lei".

Esse foi o primeiro de seis recursos apresentados contra a eleição presidencial extraordinária a ser rejeitado pelo Tribunal Supremo.

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A Corte ainda deve se pronunciar sobre os recursos apresentados pela Mesa de Unidade Nacional (MUD), da oposição e que sustentou a candidatura de Henrique Capriles, derrotado pelo agora presidente Maduro por estreita margem de 1,49%.

En seu primeiro recurso, apresentado em 2 de maio, a MUD recorre aos princípios constitucionais para reivindicar o cancelamento de toda a eleição e uma nova convocação, sob o argumento de que houve "coerção, violência e fraude".

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No segundo, apresentado em 7 de maio, a MUD exige, com base nas leis eleitorais, a anulação e repetição da votação em 5.729 seções eleitorais e 21.562 atas de apuração, o que representa mais de 2,3 milhões de votos. Maduro foi declarado vencedor por uma diferença de 224 mil votos sobre Capriles.

Outras organizações civis também entraram com recurso contra a eleição extraordinária realizada após o falecimento, em 5 de março passado, do ex-presidente Hugo Chávez, que governava a Venezuela desde 1999.

sem/tt

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