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Criticada e sob pressão, Theresa May visita vítimas de incêndio em Londres

Na quinta-feira (15), premiê havia expressado sua tristeza na televisão

Internacional|Do R7

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Theresa May visitou os feridos da tragédia em um hospital nesta sexta-feira (16)
Theresa May visitou os feridos da tragédia em um hospital nesta sexta-feira (16)

Cada vez mais pressionada por um fracasso eleitoral e alvo de críticas por não ter se encontrado antes com vítimas do incêndio em um prédio residencial de Londres, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, visitou os feridos da tragédia em um hospital nesta sexta-feira, quando o saldo de mortes subiu para 30.

O líder de oposição Jeremy Corbyn, o prefeito de Londres, Sadiq Khan, o príncipe William e a rainha Elizabeth, de 91 anos, visitaram os moradores da torre de apartamentos de 24 andares destruída na quarta-feira enquanto muitos dormiam, e a revolta contra as autoridades está crescendo na comunidade local.

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May foi criticada dentro de seu próprio Partido Conservador devido à sua reação, e na quinta-feira prometeu realizar um inquérito público sobre o incêndio no edifício, que abrigava cerca de 600 pessoas. A expectativa é que o saldo de mortos aumente.

A premiê se reuniu reservadamente com vítimas em um hospital do centro da capital britânica nesta sexta-feira, e na quinta-feira já havia expressado sua tristeza na televisão depois de se encontrar com agentes dos serviços de emergência.

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"Ela deveria ter estado lá com os moradores. Você tem que estar preparado para receber as emoções das pessoas, e não ficar tão assustada com as pessoas", disse Michael Portillo, ex-ministro conservador, à rede BBC.

"Vítimas talvez nunca sejam identificadas", diz polícia de Londres sobre incêndio a prédio de 24 andares

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A reação de May tem sido contrastada com a de Corbyn, que abraçou moradores durante uma visita na quinta-feira, e com a dos membros da realeza, que se encontraram com moradores e voluntários nesta sexta-feira.

"Esta é uma das coisas mais terríveis que já vi", disse o príncipe William sobre o incêndio, que destruiu a torre.

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Alguns residentes desesperados imploraram para conversar com os membros da realeza sobre seu sofrimento e o destino de crianças desaparecidas quando estes deixavam o local, e William prometeu que irá voltar.

É cada vez maior a revolta no edifício de baixa renda, cujos moradores querem saber como o fogo se espalhou tão rapidamente e por que queixas anteriores a respeito da segurança foram ignoradas.

A polícia de Londres informou que uma investigação, liderada por um detetive de sua unidade de homicídios e crimes graves, irá examinar se delitos foram cometidos, embora tenha dito que não há nada que indique que o incêndio tenha sido iniciado deliberadamente.

Documentos que detalham uma reforma recente no prédio não fazem referência a um tipo de barreira corta-fogo que especialistas em segurança dizem ser necessária quando arranha-céus ganham um novo revestimento externo.

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