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Croácia escolhe novo presidente nas eleições deste domingo 

Disputa está entre o atual líder do governo, Ivo Josipoviæ, e três candidatos rivais

Internacional|Do R7

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A Croácia elegerá amanhã (28) pela sexta vez desde sua independência, em 1991, seu presidente. Desta vez , a disputa está entre o líder atual, Ivo Josipoviæ, favorito e candidato de centro-esquerda e outros três candidatos.

"Sem a reforma do Estado, da administração, e em partes, do sistema judiciário, não haverá recuperação econômica", repetiu ontem à noite o presidente no último debate televisionado da campanha.

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O programa de Josipoviæ se baseia em um detalhado plano de mudanças constitucionais para a "Segunda República", que promete levar para o debate público assim como ao parlamento.

O principal adversário de Josipoviæ para este cargo, protocolar mas de grande prestígio, com mandato de cinco anos, é a candidata conservadora, diplomata e atual secretária-geral adjunta da Otan para Relações Públicas, Kolinda Grabar-Kitarovic.

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A maior crítica dela ao presidente é ele não ter forçado o governo a atuar contra a crise em que o país está, imerso há seis anos na recessão. "Se hoje vivem melhor do que há cinco anos, então preservem o status quo", disse a ex-ministra de Relações Exteriores em sua última mensagem ao eleitorado, quando também afirmou que exigirá do governo um trabalho mais eficaz contra a crise ou pedirá eleições antecipadas.

Segundo as pesquisas, Josipoviæ, renomado jurista e compositor, ganhará com uma margem apertada, mas haverá segundo turno, em 11 de janeiro, já que, segundo as previsões, neste domingo nenhum candidato alcançará metade mais um dos votos.

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Milan Kujundzic, de um grupo direitista, e o jovem Ivan Sincic, líder de uma associação que luta contra os despejos de inquilinos de seus apartamentos, não obteriam amanhã cada um mais do que 10% dos votos, indicaram as pesquisas.

Jornada de reflexão 

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Atualmente, está em vigor a "jornada de reflexão", que durará até o fechamento das urnas, no domingo às 19h (local, 16h em Brasília), quando é proibida a propaganda eleitoral. Os quatro candidatos participaram ontem (26) à noite do último debate na televisão pública "HTV".

No programa, Josipoviæ foi o único candidato que condenou recentes declarações anti-sérvias de um sacerdote católico, dando mostras mais uma vez do caráter laico e conciliador pelo qual recebeu duras críticas durante a campanha, ao ponto de os conservadores qualificarem sua atitude de "ato de traição".

A Igreja Católica, quase 90% da população na Croácia, deu aos eleitores recomendações que, sem mencionar nomes concretos, apontam claramente contra o agnóstico Josipoviæ e a favor de "um presidente patriótico".

Apesar de o presidente não ter competência em política econômica, a crise econômica foi o principal tema de campanha, assim como o aumento da pobreza e a ascensão do desemprego até os 18%.

O atual presidente, com quem a Croácia entrou na União Europeia, insiste na descentralização, na diminuição do aparelho burocrático, na democratização do sistema político por meio da introdução de listas abertas e disposições mais rígidas para a proteção do entorno humano, entre outras propostas.

Josipoviæ é o terceiro presidente da Croácia, depois do "pai da nação", o nacionalista Franjo Tudjman, e do europeísta Stjepan Mesic, que exerceram dois mandatos cada um. 

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