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Cuba abrirá embaixada nos EUA em 20 de julho em evento liderado por chanceler

Internacional|Do R7

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Havana, 1 jul (EFE).- Cuba abrirá sua embaixada nos Estados Unidos no dia 20 de julho com uma cerimônia na sede diplomática do país caribenho em Washington que será liderada por seu ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, informou o governo de Raúl Castro em mensagem pela televisão. Em 20 de julho, "será realizada a cerimônia oficial de abertura da embaixada de Cuba em Washington, na presença de uma delegação cubana presidida pelo ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, e integrada por destacados representantes da sociedade cubana", diz a declaração governamental. O governo de Cuba afirmou que tomou a decisão de restabelecer as relações diplomáticas com os EUA "em pleno exercício de sua soberania, invariavelmente comprometido com seus ideais de independência e justiça social, e de solidariedade com as causas justas do mundo". Com a restauração dos vínculos diplomáticos e abertura de embaixadas, o governo cubano diz concluir "a primeira etapa do que será um longo e complexo processo rumo à normalização dos vínculos bilaterais, e como parte dele terá que ser solucionado um grupo de assuntos derivados de políticas do passado, ainda vigentes, que afetam o povo e a nação de Cuba". "Não poderá haver relações normais entre Cuba e EUA enquanto for mantido o bloqueio econômico, comercial e financeiro que se aplica com todo rigor, provoca danos e carências ao povo cubano, é o obstáculo principal ao desenvolvimento de nossa economia, constitui uma violação do Direito Internacional", ressaltou o governo de Raúl Castro. Para essa normalização, Cuba considera também "indispensável" que se devolva "o território ilegalmente ocupado pela Base Naval em Guantánamo". O governo também exige aos EUA que "cessem as transmissões por rádio e televisão a Cuba que são violatórias das normas internacionais e lesivas" à soberania nacional; que eliminem os programas para "promover a subversão e a desestabilização internas, e "compensem o povo cubano pelos danos humanos e econômicos provocados pelas políticas" de Washington. Nessa declaração, Cuba reitera sua disposição em manter "um diálogo respeitoso" com o governo americano e "a desenvolver relações de convivência civilizada, baseadas no respeito às diferenças entre os dois governos e na cooperação em temas de benefício mútuo". O governo cubano também lembra que o país manterá seu processo de "atualização de seu modelo econômico e social, para construir um socialismo próspero e sustentável". EFE sam/id

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