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Cuba acolhe com satisfação decisão da UE de normalizar relações

Internacional|Do R7

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Cuba acolheu com satisfação a decisão da União Europeia (UE) de normalizar os laços com a ilha, depois de uma década de desencontros e sanções, declarou nesta quinta-feira o chanceler cubano, Bruno Rodríguez.

"Cuba acolhe com satisfação esta proposta de 10 de fevereiro da alta representante (da UE, Catherine Ashton), que significa o fim das políticas unilaterais da União Europeia sobre Cuba e aceita o início de negociações a respeito, o que acabamos de informar ao embaixador da União Europeia em Havana", Herman Portocarero, disse Rodríguez em coletiva de imprensa.

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Ele acrescentou que Havana "atuará no processo que se aproxima de forma construtiva e considera que os princípios enunciados (...) têm plena vigência e devem continuar sendo referente em nossas relações".

Esses princípios, disse, são "caráter incondicional, recíproco e não discriminatório, pleno respeito a mesma soberana dos estados ao marco jurídico e institucional das partes e em total apego ao princípio de não ingerência nos assuntos internos dos estados".

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A delegação da UE em Havana respondeu em um comunicado enviado à AFP que "acolhe com grande satisfação a decisão positiva do Governo de Cuba de seguir em frente com o processo de negociação e seu interesse em retomar o diálogo político ao nível ministerial".

"Ambas as partes iniciarão quanto antes o processo, com espírito construtivo e de respeito mútuo", disse a UE.

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Questionado sobre se considera que a decisão da UE envia uma mensagem aos Estados Unidos, Rodríguez disse que "é correta a decisão da União Europeia demonstra que as políticas unilaterais não funcionam e não tem lugar na época atual".

O chanceler disse que seu Governo está disposto a tratar com a UE "qualquer tema, incluindo o tema dos direitos humanos", pois Havana se "preocupa" sobre o que ocorre nesse tema em vários países do bloco.

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Rodríguez também abordou as atuais crises na Ucrânia e na Venezuela.

O chanceler rejeitou ao novo Governo instalado na Ucrânia após os acontecimentos violentos que disse, foram instigados pelos Estados Unidos e seus aliados da OTAN, e classificou de "hipocrisia" e "dois pesos e duas medidas" as justificativas de suas ações.

"Não se pode aceitar a derrubada violenta de um Governo constitucional ao preço de dezenas de mortos e feridos, mediante uma intervenção dos Estados Unidos e alguns de seus aliados da OTAN", disse.

"A tentativa de estender a OTAN até as fronteiras da Federação Russa constitui uma grave ameaça à paz, à segurança e à estabilidade internacionais", afirmou.

Rodríguez informou que "quem hoje ameaça com sanções e represálias a Federação Russa são os governos que precipitaram uma mudança de regime na Ucrânia e antes, lançaram guerras de conquista, interferem ou intervêm diretamente nos assuntos internos de diferentes Estados que não convêm a seus interesses de dominação e defendem sua soberania e independência".

O chefe da diplomacia cubana negou categoricamente que haja uma negociação em curso entre seu país e a Rússia para estabelecer uma base militar russa na ilha.

"Não há nenhuma negociação, não estou informado de nenhuma iniciativa" a respeito, disse.

Por outro lado, criticou as "tentativas de ingerência" da Organização dos Estados Americanos (OEA) na crise na Venezuela e reiterou sua "invariável" solidariedade com o governo do presidente Nicolás Maduro.

"Desejo expressar nossa enérgica condenação às resoluções (sobre a Venezuela) aprovadas pelo Senado e a Câmara dos Estados Unidos e às tentativas de ingerência da Organização dos Estados Americanos, a qual, como se sabe, Cuba jamais retornará", disse.

Ele anunciou que "os colaboradores cubanos (sobretudo, médicos que trabalham na Venezuela) continuarão cumprindo seu dever e compartilhando a sorte do heróico povo venezuelano sob qualquer circunstância".

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