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Cúpula Ibero-Americana do Panamá pode ser a última anual, segundo Lagos

Internacional|Do R7

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Brasília, 2 abr (EFE).- O ex-mandatário chileno Ricardo Lagos, em sua qualidade de presidente do Grupo de Reflexão sobre as Cúpulas Ibero-americanas, declarou nesta terça-feira à Agência Efe em Brasília que a próxima reunião, que será realizada no Panamá, "provavelmente será a última" celebrada anualmente. Lagos, o secretário-geral ibero-americano, Enrique Iglesias, e a ex-chanceler mexicana Patricia Espinosa, também membro do Grupo de Reflexão, debateram hoje o futuro das cúpulas junto com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota. Lagos explicou à Agência Efe que um dos pontos analisados foi uma proposta para que as entrevistas de chefes de Estado e do Governo de Espanha, Portugal, Andorra e América Latina deixem de ser anuais e passem a ser realizadas a cada dois anos. Essa possibilidade começou a ser pensada durante a última Cúpula Ibero-Americana, realizada em novembro na de Cádiz e, segundo Lagos, começou a "ter um consenso" para que seja votada na reunião do Panamá, prevista para outubro próximo. A ideia seria que a realização da Cúpula Ibero-Americana, que já tem 22 edições, seja celebrada a cada dois anos, reunindo os chefes de Estado e do Governo da União Europeia e América Latina, disse Lagos, que presidiu o Chile entre 2000 e 2006. Nos anos em que não houver cúpulas ibero-americanas, inicialmente se trabalha com a possibilidade de realizar reuniões de responsáveis de cooperação da comunidade, indicou. A decisão final será adotada nos próximos meses, nos quais também se analisará a possibilidade do sucessor do uruguaio Enrique Iglesias à frente da Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib) ser eleito durante o próximo ano. Outro projeto em que trabalha o Grupo de Reflexão propõe que as reuniões de chefes de Estado e de Governo coincidam com festivais de cinema ou feiras do livro ibero-americanas, a fim de garantir uma maior participação da sociedade civil e ressaltar os eixos culturais dos países da comunidade, disse Lagos. EFE ed/cd (foto)

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