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Cúpula islâmica começa com apelo por diálogo na Síria

Internacional|Do R7

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Por Shaimaa Fayed e Paul Taylor

CAIRO, 6 Fev (Reuters) - Líderes de nações muçulmanas abriram na quarta-feira uma reunião de cúpula no Cairo fazendo um apelo por uma solução negociada na guerra civil síria e dando um novo protagonismo ao presidente islâmico do Egito, apesar das turbulências domésticas que ele enfrenta.

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A reunião dos 57 países da Organização da Cooperação Islâmica começou num dia em que o assassinato de um importante político tunisiano salientou a fragilidade das revoluções democráticas da Primavera Árabe no norte da África.

O presidente da Tunísia, Moncef Marzouki, cancelou sua viagem ao Cairo por causa do assassinato do político laico Shokri Belaid, que desencadeou protestos nas ruas.

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Outro fato chamativo da cúpula de dois dias no Cairo é a presença do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. Ele se tornou o primeiro chefe de Estado iraniano a visitar o Egito desde a revolução islâmica de 1979 no Irã.

Mas o fato dominante é mesmo a crise na Síria. Em discurso ao plenário, o presidente egípcio, Mohamed Mursi, pediu ao "regime governante" de Damasco que aprenda as lições da história e não tente colocar seus interesses acima dos da nação, pois governantes que fazem isso inevitavelmente terminam derrotados.

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Mursi pediu a todos os países da OCI que apoiem a oposição síria em seus esforços para se unir e promover uma mudança.

Houve intensos combates na quarta-feira, marcando o início de uma ofensiva rebelde após um momento de relativa calma no conflito, segundo ativistas da oposição.

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Antes, Ahmadinejad disse a jornalistas egípcios que não poderá haver solução militar para essa guerra civil, e encorajou o governo e a oposição da Síria a estabelecerem um diálogo.

"Felizmente na Síria no momento as questões entre as duas partes - a oposição e o governo - estão se encaminhando para o estabelecimento da ideia de diálogo e de uma conversa", disse Ahmadinejad -um dos principais aliados do governo de Bashar al Assad- ao jornal Al Ahram.

No domingo, um líder oposicionista sírio, Moaz Alkhatib, disse que estava dispostos a se reunir com o vice de Assad, Farouq al Shara, para uma negociação de paz. O governo sírio não se manifestou.

Os líderes de Egito, Turquia e Irã se reuniram paralelamente à cúpula para expressar apoio à iniciativa de paz, segundo um porta-voz da presidência egípcia.

Diplomatas disseram, no entanto, que a influente Arábia Saudita, apoiadora dos rebeldes, não participou do encontro. Durante a cúpula, o príncipe saudita Salman disse que o regime sírio está "cometendo crimes feios" contra seu povo, e que o Conselho de Segurança da ONU deveria agir para "finalizar a transição de poder".

Rússia e China, que têm poder de veto no Conselho e são aliadas de Assad, bloqueiam essa iniciativa.

Um esboço de comunicado final da cúpula ao qual a Reuters teve acesso culpa o governo de Assad pela maior parte da violência na Síria e pede a ele que inicie a negociação para uma transição política. Diplomatas disseram que o Irã se opôs aos termos do documento, e pediu que ele distribuísse as responsabilidades de forma mais equilibrada.

(Reportagem adicional de Tom Perry, Marwa Awad e Asma Alsharif no Cairo, Khaled Yacoub Oweis em Amã e Tarek Amara em Tunis)

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