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Declaração do G20 sobre ebola para antes de mencionar compromisso financeiro

Custo para tratar o surto pode subir a 30 bilhões de dólares

Internacional|Do R7

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G20 emitiu uma declaração conjunta dobre a crise, dizendo que todos os países membros estão “empenhados em fazer o que for necessário"
G20 emitiu uma declaração conjunta dobre a crise, dizendo que todos os países membros estão “empenhados em fazer o que for necessário"

O Grupo de 20 líderes mundiais se comprometeu no sábado (15) a mobilizar recursos para combater a epidemia de ebola, que já matou cerca de cinco mil pessoas, mas não chegou a um acordo sobre a criação de um fundo global para pandemias.

O G20 emitiu uma declaração conjunta dobre a crise, dizendo que todos os países membros estão “empenhados em fazer o que for necessário para garantir que o esforço internacional consiga eliminar a epidemia e lidar com os custos econômicos e humanitários em médio prazo.”

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Helen Szoke, presidente da Oxfam Australia, disse que a falta de urgência e de compromissos específicos na declaração significa que existe um risco real de que a meta da ONU de tratar 70 por cento dos casos até 1º de dezembro não seja atingida.

“Acho que é razoável que todos os países sejam claros sobre o que seu compromisso financeiro pode ser, tanto em curto, quanto em longo prazo,” disse Szoke à Reuters.

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O Banco Mundial, que sugeriu que o custo para tratar o surto pode subir a 30 bilhões de dólares, propôs que se estabeleça um serviço de emergência para pandemias globais.

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O presidente do Banco Mundial, Kim Yong Kim, disse na sexta-feira que a ideia de estabelecer um fundo global de emergência que poderia responder rapidamente à uma crise de saúde, atraiu o interesse de alguns líderes mundiais. Os fundos poderiam ser angariados nos mercados de fundos internacionais e seriam pagos ao longo do tempo, ele disse.

A declaração do G20 apelou tanto para o Banco Mundial, quanto para o Fundo Monetário Internacional - (FMI) para que explorem novos mecanismos flexíveis, para lidar com os efeitos econômicos de futuras crises semelhantes, mas não apontou uma abordagem específica.

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“Essa declaração carece de fundamento, disse Friederike Röder, porta-voz da organização ONE, que faz campanhas contra a pobreza e doenças evitáveis, especialmente na África.

A Oxfam e a ONE disseram que há uma necessidade desesperadora de serviços médicos e enterros seguros, nos três países mais afetados: Serra Leoa, Guiné e Libéria.

Os EUA, maior doador do FMI, estão pressionando o fundo para que cerca de 100 milhões de dólares em dívidas dos três países sejam amortizados, para apoiar a sua economia e liberar mais dinheiro para gastos do governo.

O presidente dos EUA, Barack Obama, falou sobre a crise no sábado, alertando que “não podemos construir um fosso ao redor dos nossos países e não deveríamos tentar”.

Szoke disse que o G20 deveria se comprometer a citar, no seu comunicado final no domingo, os níveis de financiamento.

"Ainda há tempo para que os líderes do G20 realmente enfrentem essa emergência,” disse.

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