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Delcy Rodríguez viaja para Moscou para se reunir com Lavrov

A vice-presidente da Venezuela anunciou que o escritório da companhia estatal Pdvsa seria transferida de Lisboa a Moscou

Internacional|Da EFE

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Delcy e Lavrov se encontraram em março
Delcy e Lavrov se encontraram em março

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, viajará para a Rússia para se reunir na quarta-feira (21) com o ministro de Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, segundo informou nesta segunda-feira (19) à Agência Efe um porta-voz da Chancelaria russa.

Ao contrário do encontro que mantiveram em Moscou em março, Rodríguez e Lavrov não falarão com a imprensa ao término das negociações, acrescentou a fonte.

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A reunião acontece depois que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, suspendeu o diálogo com a oposição devido ao bloqueio dos bens estatais do Governo da Venezuela em território dos Estados Unidos por ordem de Donald Trump.

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Maduro decidiu suspender o diálogo devido à "grave e brutal agressão cometida de maneira contínua e astuciosa por parte da administração Trump contra a Venezuela" e ao apoio a "essas ações" do líder opositor, Juan Guaidó.

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A Rússia também acusou os EUA de atrapalhar as negociações entre governo e oposição e tachou de alarmantes as declarações de altos funcionários de Washington de que "o tempo para o diálogo já passou e chegou a hora de atuar".

Recentemente, Lavrov se mostrou convencido de que "se alguém nos EUA optar pelo uso da força, toda a América Latina se oporá" e garantiu que Moscou apoiará "qualquer acordo" que as partes alcançarem no marco das negociações de Oslo.

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Em março, Delcy Rodríguez se reuniu em Moscou com Lavrov para obter apoio político, comercial e humanitário para garantir a sobrevivência do regime de Maduro.

Então, a vice-presidente anunciou que o escritório da companhia estatal Petróleos da Venezuela (Pdvsa) seria transferida de Lisboa a Moscou, já que "a Europa não dá garantias de respeito a nossos ativos".

Rodríguez revelou também "instruções muito claras" de Maduro para que os alimentos e remédios que o país necessita fossem adquiridos na Rússia, à qual é preciso somar a produção "conjunta" de produtos básicos em território venezuelano.

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