Demitido por criticar diversidade processa Google por 'discriminação'
Processo alega que homens brancos e conservadores sofrem preconceito
Internacional|Fábio Fleury, do R7 com agências

James Demore, engenheiro norte-americano que foi demitido do Google em agosto de 2017 por conta de um memorando em que criticava as políticas de diversidade de gênero, entrou com uma ação na justiça contra a empresa. O processo foi aberto em um tribunal de Santa Clara, na Califórnia.
Na ação, Demore alega que sua demissão foi resultado de preconceito sofrido dentro do Google. Ele afirma que foi discriminado por ser politicamente conservador, por ser homem e por ser branco.
A intenção dele e de seus advogados é incluir outros funcionários e ex-funcionários que tenham saído da empresa por motivos semelhantes. Segundo o site Techcrunch, outro engenheiro demitido recentemente também se juntou ao processo.
O engenheiro também afirma que a companhia "persegue sistematicamente pessoas com visões políticas diferentes de seus executivos" e estaria fazendo contratações obedecendo a cotas "ilegais" de gênero e raça. Outra alegação que consta do processo é de que homens brancos, especialmente os considerados conservadores, são ridicularizados dentro da empresa.
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Demore causou polêmica no ano passado por causa de um memorando que circulou internamente na empresa, no qual ele defende que existem causas biológicas por trás das desigualdades de gênero na indústria da tecnologia.
Segundo ele, as supostas diferenças fisiológicas entre os gêneros tornariam as mulheres menos aptas a trabalhar com tecnologia e programação do que os homens. Por conta da divulgação desse memorando, ele acabou sendo demitido.












