Depois do massacre do Hamas, entendemos o plano do Irã, diz cônsul-geral de Israel
Após um mês de conflitos, Rafael Erdreich discutiu o aumento das tensões no Oriente Médio
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O cônsul-geral de Israel, Rafael Erdreich, discutiu o atual estado do conflito entre Israel e Irã no Link News desta segunda-feira (30). A guerra completou um mês no fim de semana e envolve a participação ativa dos Estados Unidos. Durante a conversa, ele falou sobre as diferenças nos objetivos entre os governos.
Erdreich explicou que o histórico de hostilidade começou após a Revolução Iraniana em 1979. Desde então, o governo manteve três principais objetivos: destruir o Estado de Israel, estabelecer hegemonia no Oriente Médio e exportar a revolução islâmica xiita globalmente.

O diplomata abordou os desafios enfrentados por Israel ao combater múltiplas frentes como Gaza, Líbano e Síria, além da ameaça direta do Irã. Ele ressaltou que, desde o ataque do Hamas em outubro de 2023, ficou claro que não era apenas uma questão contra grupos locais.
“Não enfrentamos Hamas, nós estamos enfrentando Irã, com todos os exércitos, todos os proxies. Estamos fazendo esta luta passo a passo, primeiro com Hamas, depois com o Hezbollah, Houthis, e agora entendemos, depois de dois ataques maiores da história de mísseis balísticos, que estamos enfrentando o Irã mesmo”, diz.
A relação Brasil-Israel também foi discutida durante esta entrevista. Segundo ele, houve tensão após declarações críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que compara ações militares israelenses às praticadas pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
“Não amamos muito essas declarações. Quando o presidente Lula fez essas declarações, era muito pouco depois que Israel passou o maior massacre da história do estado de Israel. Massacre que deixou não somente 1.200 pessoas que morreram, que foram assassinadas, mas também quase 6 mil feridos de tiros, de torturas, de quebras de pernas, de estupros. [...] Já recebemos essas declarações do governo brasileiro. Não tinha sentido. Nós achamos que é bem forte”, explica.
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