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Depois do massacre do Hamas, entendemos o plano do Irã, diz cônsul-geral de Israel

Após um mês de conflitos, Rafael Erdreich discutiu o aumento das tensões no Oriente Médio

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Rafael Erdreich, cônsul-geral de Israel, debateu o conflito atual entre Israel e Irã no Link News.
  • Ele destacou que o confronto vai além do Hamas e inclui ameaças do Irã e de outros grupos como Hezbollah e Houthis.
  • O diplomata criticou declarações do presidente Lula, comparando ações israelenses a nazistas, e expressou a forte tensão nas relações Brasil-Israel.
  • Erdreich explicou que a hostilidade começou após a revolução iraniana de 1979, com objetivos claros do Irã contra Israel e a hegemonia no Oriente Médio.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O cônsul-geral de Israel, Rafael Erdreich, discutiu o atual estado do conflito entre Israel e Irã no Link News desta segunda-feira (30). A guerra completou um mês no fim de semana e envolve a participação ativa dos Estados Unidos. Durante a conversa, ele falou sobre as diferenças nos objetivos entre os governos.

Erdreich explicou que o histórico de hostilidade começou após a Revolução Iraniana em 1979. Desde então, o governo manteve três principais objetivos: destruir o Estado de Israel, estabelecer hegemonia no Oriente Médio e exportar a revolução islâmica xiita globalmente.


Dois prédios residenciais aparecem com grandes danos estruturais, paredes e varandas destruídas. No chão, há destroços espalhados. Nas fachadas, pendem bandeiras de Israel.
Conflito entre Israel e Irã completou um mês e envolve a participação ativa dos Estados Unidos Reprodução/Record News

O diplomata abordou os desafios enfrentados por Israel ao combater múltiplas frentes como Gaza, Líbano e Síria, além da ameaça direta do Irã. Ele ressaltou que, desde o ataque do Hamas em outubro de 2023, ficou claro que não era apenas uma questão contra grupos locais.

“Não enfrentamos Hamas, nós estamos enfrentando Irã, com todos os exércitos, todos os proxies. Estamos fazendo esta luta passo a passo, primeiro com Hamas, depois com o Hezbollah, Houthis, e agora entendemos, depois de dois ataques maiores da história de mísseis balísticos, que estamos enfrentando o Irã mesmo”, diz.


A relação Brasil-Israel também foi discutida durante esta entrevista. Segundo ele, houve tensão após declarações críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que compara ações militares israelenses às praticadas pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

“Não amamos muito essas declarações. Quando o presidente Lula fez essas declarações, era muito pouco depois que Israel passou o maior massacre da história do estado de Israel. Massacre que deixou não somente 1.200 pessoas que morreram, que foram assassinadas, mas também quase 6 mil feridos de tiros, de torturas, de quebras de pernas, de estupros. [...] Já recebemos essas declarações do governo brasileiro. Não tinha sentido. Nós achamos que é bem forte”, explica.

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