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Deputados israelenses aprovam lei que pode deixar árabes fora do Parlamento

Projeto pretende elevar de 2% para 4% a porcentagem mínima de votos para chegar à câmara

Internacional|Do R7

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O Parlamento de Israel aprovou nesta quinta-feira (1º) em primeira leitura um projeto que pretende elevar de 2% para 4% a porcentagem mínima de votos para um partido ter representação na câmara, o que poderia deixar de fora os partidos árabes, que representam 20% da população do país.

A proposta, que obteve 64 votos a favor e 49 contra, precisa ainda passar por uma análise de um comitê parlamentar e uma segunda e terceira leituras.

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A polêmica medida foi promovida conjuntamente pelo partido ultranacionalista Yisrael Beiteinu, liderada pelo ex-ministro das Relações Exteriores Avigdor Lieberman, e o centrista Yesh Atid, de Yair Lapid, como uma forma de reduzir a elevada fragmentação da Knesset, que obriga a formação de amplas e muitas vezes várias coalizões de governo.

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Os dois partidos árabes (Balad e Ra'am-Ta'al ) e o judeu-árabe (Hadash), que nas eleições de fevereiro obtiveram cada um menos de 4% dos votos, afirmam que a lei é um abuso da maioria parlamentar para os excluir da câmara como representantes da minoria palestina com cidadania israelense, que representa um quinto da população do país.

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A iniciativa foi apresentada como emenda à Lei Básica, de modo que a Suprema Corte não poderia derrubá-la.

O debate parlamentar, que transcorreu até a madrugada, teve momentos emotivos, como as lágrimas do líder do partido de esquerda Meretz ao anunciar que manteria silêncio em solidariedade aos partidos árabes, que escolheram esta forma de protesto.

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Os deputado árabes, os partidos de esquerda de maioria judaica e a formação ultra-ortodoxa asquenazi Judaísmo Unido da Torá demonstraram sua rejeição em pé e em silêncio, diante da recriminação e piadas do restante dos congressistas.

Um dos legisladores árabes chegou a tapar a boca com esparadrapo e outro deu às costas ao plenário da câmara.

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