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Dilma ganha quadro de Chávez e promete apoio a Maduro durante encontro em Brasília

Presidente brasileira ganhou um quadro de Chávez após reunião com mandatário venezuelano

Internacional|Carolina Martins, do R7, em Brasília

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Maduro presenteia Dilma com um quadro do presidente falecido Hugo Chávez
Maduro presenteia Dilma com um quadro do presidente falecido Hugo Chávez

A presidente Dilma Rousseff afirmou, nesta quinta-feira (9), que pretende manter com o recém-empossado presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o mesmo nível de relacionamento que tinha com o ex-presidente Hugo Chávez, que morreu em março deste ano após uma batalha de dois anos contra um câncer.

Depois de mais de duas horas de reunião com Maduro, Dilma fez questão de reiterar seu apoio ao país e reconhecer o líder bolivariano como presidente, mesmo em meio à contestação da oposição de seu país, que pede uma nova eleição em algumas zonas eleitorais.


— É uma satisfação receber o presidente Maduro em sua primeira visita ao País como presidente da Venezuela. Manterei um nível elevado de relacionamento a exemplo do que desfrutei durante anos com o presidente Chávez.

Segundo Dilma Rousseff, foram discutidas várias parcerias estratégicas entre os dois países. Ela enfatizou projetos de colaboração em áreas como alimentação, energia elétrica, energia de petróleo, agricultura, desenvolvimento social e habitação.


Dilma também citou grandes instituições que têm escritórios na Venezuela, como a Caixa Econômica Federal, o Ipea e a Embrapa, como um fator facilitador para as parcerias. Segundo a presidente, o Brasil está disposto a buscar "mais expansão e maior equilíbrio" no intercâmbio entre os países.

Durante a coletiva realizada após as reuniões, Maduro presenteou Dilma com um quadro do falecido mandatário venezuelano.


Momento histórico

No próximo dia 28 de junho, a Venezuela assume a presidência pro tempore do Mercosul. Para a presidente Dilma, esse será um "momento histórico" para o bloco.


A presidente aposta em um "segundo ciclo de expansão" do comércio entre Brasil e Venezuela.

— Pela primeira vez um país situado ao norte do Brasil assumirá a presidência pro tempore. Será um segundo ciclo de expansão comercial e da cadeia produtiva, beneficiando em especial o Norte e Nordeste Brasil e o Sul da Venezuela.

O presidente da Venezuela chegou para o encontro com 40 minutos de atraso. Inicialmente, a agenda estava marcada para as 15h, mas foi adiada para as 16h porque o Maduro se encontrou primeiro com o ex-presidente Lula, na embaixada da Venezuela na capital federal.

Para o encontro bilateral com Dilma, Maduro foi recebido com honras de chefe de Estado. Ele subiu a rampa do Palácio do Planalto, recebido pelos Dragões da Independência, que tocaram o hino nacional dos dois países.

Do lado de fora, alguns manifestantes contra Maduro estenderam cartazes contestando o processo eleitoral que o elegeu presidente da Venezuela.

Também havia bandeira do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), em apoio a Nicolás Maduro.

Além da presidente Dilma, alguns ministros, como o das Relações Exteriores, Antonio Patriota, de Minas e Energia, Edison Lobão, o da Defesa, Celso Amorim, a da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, estiveram presentes na recepção.

Após o encontro com Dilma, Nicolás Maduro vai participar de um encontro com políticos e intelectuais na UnB (Universidade de Brasília) e deve passar a noite em Brasília.

Primeira viagem

Depois de vencer as eleições venezuelanas no dia 14 de abril, essa é a primeira viagem internacional de Maduro. Ele escolheu como destinos os países vizinhos que compõem o Mercosul. Antes do Brasil, ele passou por Uruguai e Argentina.

O Paraguai, suspenso do bloco desde que o presidente Fernando Lugo foi cassado, em junho do ano passado, ficou fora do roteiro do líder bolivariano.

O Brasil sempre apoiou o governo de Chávez e também foi um dos primeiros países a reconhecer Nicolás Maduro com presidente da Venezuela. No entanto, dentro de seu país, o mandatário ainda enfrenta resistência.

Na terça-feira (7), a oposição ao governo de Maduro ingressou com mais um recurso junto à Suprema Corte para tentar anular as eleições. Eles pedem a impugnação parcial de 2,3 milhões de votos, alegando irregularidades.

O recurso soma-se a outro pedido que solicita a repetição de parte do processo eleitoral.

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