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Direita lidera corrida presidencial na Bolívia em meio a crise e divisão da esquerda

Novo presidente assumirá um país polarizado, com um Congresso que poderá ter maioria de direita pela primeira vez em 20 anos

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Bolívia realizará eleições presidenciais em meio a uma grave crise econômica e divisão na esquerda.
  • As últimas pesquisas indicam favoritismo para os candidatos de direita Jorge Quiroga e Samuel Doria Medina.
  • O atual presidente Luis Arce desistiu da reeleição e enfrenta protestos e escassez de combustíveis.
  • As eleições podem resultar em um Congresso com maioria de direita pela primeira vez em 20 anos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Últimas pesquisas apontam favoritismo para dois candidatos de direita: Jorge 'Tuto' Quiroga e Samuel Doria Medina Reprodução/X/DiasporaEspa

A Bolívia vai às urnas neste domingo (17) para escolher o próximo presidente em meio a uma das piores crises econômicas desde a década de 1980 e a uma divisão inédita no campo da esquerda. As últimas pesquisas apontam favoritismo para dois candidatos de direita, Jorge “Tuto” Quiroga e Samuel Doria Medina, em um cenário que pode levar ao segundo turno pela primeira vez desde 2009.

Levantamento da AtlasIntel divulgado na sexta-feira (15) mostra Quiroga, do partido Liberdade e Democracia, com 22,3% das intenções de voto. Em seguida aparece Medina, da Unidade Nacional, com 18%. O presidente do Senado, Andrónico Rodríguez, da Aliança Popular, principal nome da esquerda, tem 11,4%. A pesquisa também indica alto índice de votos em branco ou nulos, 14,6%, e de indecisos, 8,4%. Eduardo del Castillo, candidato do Movimento ao Socialismo (MAS), partido que governa o país há duas décadas, aparece com 8,1%.


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Outro levantamento, feito pela Ipsos-Ciesmori, aponta Medina com 21,2% e Quiroga com 20%, confirmando a disputa acirrada entre os dois primeiros colocados.

O resultado das urnas pode marcar o fim de um ciclo político que vigorou por décadas no país andino. O MAS, liderado durante anos por Evo Morales, enfrenta forte desgaste e conflitos internos. O atual presidente, Luis Arce, desistiu da reeleição em maio, afirmando que a decisão buscava evitar maior polarização. Ele deixa o cargo em meio a protestos e à falta de combustíveis e dólares no país. A taxa anual de inflação chegou a 24% em junho, impulsionada pela queda na produção e exportação de gás natural, o que encareceu a importação de alimentos e combustíveis.


Além das dificuldades econômicas, o campo progressista enfrenta uma disputa de lideranças. Morales foi impedido de se candidatar por decisão judicial que limitou mandatos presidenciais a dois períodos. Sem o apoio de Morales, Del Castillo tenta consolidar votos dentro do partido, mas enfrenta resistência. Rodríguez, que já foi próximo de Evo, também se afastou do ex-presidente após ele ser acusado de estupro e tráfico de pessoas.

Os principais nomes da direita propõem mudanças estruturais. Quiroga, ex-presidente da Bolívia, e Medina, empresário e antigo opositor de Morales, defendem reformas econômicas, estímulo à produção e políticas sociais com foco em educação.


Na reta final da campanha, acirrando ainda mais o clima de polarização, Arce trocou todo o alto comando militar da Bolívia, nomeando o contra-almirante Gustavo Anibarro como novo chefe das Forças Armadas e alterando as lideranças do Exército, da Força Aérea e da Armada. Segundo o presidente, a missão dos novos comandantes é “manter a paz e a governabilidade do Estado” e “garantir a estabilidade de todos os governos legalmente e democraticamente constituídos”.

Pesquisas indicam que 62,1% da população considera a corrupção o principal problema do país. Outros 39,3% citam a inflação e a escassez de produtos, e 38,7% apontam a crise energética e a falta de combustíveis. A incerteza eleitoral se soma a uma elevada taxa de indecisos, que, segundo analistas, pode mudar o resultado e beneficiar o candidato da esquerda mais bem colocado nas pesquisas, Andrónico Rodríguez


O segundo turno, caso confirmado, está marcado para 19 de outubro. O novo presidente assumirá o comando de um país polarizado, com um Congresso que, de acordo com projeções, poderá ter maioria de direita pela primeira vez em 20 anos.

Qual é o contexto das eleições presidenciais na Bolívia?

 

A Bolívia vai às urnas para escolher o próximo presidente em meio a uma grave crise econômica e uma divisão inédita no campo da esquerda. As eleições ocorrem em um cenário onde a direita lidera as intenções de voto.

 

Quem são os principais candidatos nas eleições?

 

Os principais candidatos são Jorge “Tuto” Quiroga, do partido Liberdade e Democracia, e Samuel Doria Medina, da Unidade Nacional. Ambos estão em uma disputa acirrada, com Quiroga apresentando 22,3% e Medina 18% nas pesquisas.

 

Qual é a situação política atual na Bolívia?

 

O atual presidente, Luis Arce, desistiu da reeleição e deixa o cargo em meio a protestos e crises de abastecimento. O partido Movimento ao Socialismo (MAS), que governou por duas décadas, enfrenta desgaste e conflitos internos.

 

Quais são os principais problemas enfrentados pelo país?

 

A corrupção é considerada o principal problema pela maioria da população, seguida pela inflação e escassez de produtos. A inflação anual chegou a 24% em junho, impactando a economia do país.

 

O que os candidatos da direita propõem?

 

Quiroga e Medina defendem reformas econômicas, estímulo à produção e políticas sociais focadas em educação, visando mudanças estruturais no país.

 

Quando está previsto o segundo turno das eleições?

 

O segundo turno, se necessário, está marcado para 19 de outubro. O novo presidente assumirá o comando de um país polarizado, com um Congresso que pode ter maioria de direita pela primeira vez em 20 anos.

 

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