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Dois anos após revolução, Egito se prepara para mais protestos

Internacional|Do R7

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Por Tom Perry

CAIRO, 24 Jan (Reuters) - O Egito chega ao segundo aniversário da rebelião que derrubou o regime de Hosni Mubarak tendo muito pouco para comemorar.

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Profundamente dividido e enfrentando uma crise econômica, o país se prepara para mais protestos, mas desta vez contra um líder eleito democraticamente.

Os adversários do presidente Mohamed Mursi planejam fazer uma passeata na sexta-feira até a praça Tahrir para expressar sua irritação com o novo líder islâmico e com seus apoiadores da Irmandade Muçulmana, a quem acusam de trair os objetivos da chamada Revolução de 25 de Janeiro, que galvanizou os egípcios em uma demonstração de unidade nacional que não se repetiu desde então.

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"Não vemos como uma celebração. Será uma nova onda revolucionária que irá mostrar à Irmandade que eles não estão sozinhos, que há outras forças que podem se erguer contra eles", disse Ahmed Maher, fundador do grupo esquerdista 6 de Abril, que ajudou a mobilizar a rebelião por meio das redes sociais.

A Irmandade disse que não irá enviar seus seguidores à praça Tahrir na sexta-feira -uma decisão que pelo menos limita o risco de agravamento da tensão social, a qual contribui para os problemas econômicos.

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Mas o grupo islâmico, de olho nas próximas eleições parlamentares, está marcando o aniversário com uma campanha assistencial. Junto com aliados, a Irmandade promete enviar voluntários para reformar 2.000 escolas, plantar árvores, fornecer atendimento médico e abrir "mercados beneficentes" que vendam comida mais barata.

Inspirada na rebelião tunisiana contra o então presidente Zine al Abidine Ben Ali, a revolução egípcia ajudou a desencadear mais revoltas na Líbia e na Síria. Ela trouxe uma liberdade política que permitiu a impressionante ascensão ao poder da Irmandade, um grupo islâmico que passou décadas proscrito sob a autocracia de cunho militar.

Dois anos depois, o Egito ainda enfrenta uma profunda crise econômica causada pelas turbulências políticas, que prosseguiram apesar da eleição de um novo presidente.

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