Donald Trump sabe que precisa encerrar a guerra rápido, afirma professor
‘O relógio corre contra o presidente americano’, diz Paulo Velasco; enquanto isso, o Irã faz exigências
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
No primeiro dia da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), nesta terça-feira (22), Donald Trump fez novas ameaças contra o Irã. O presidente disse que deve decidir se chega a um acordo com os iranianos e deixa o país se reconstruir ou se teria de aniquilar a República Islâmica.
“Eu acho que a ONU não é o espaço ideal para o Donald Trump assumir a linguagem que assumiu no discurso de ontem. É uma organização que foi criada para pensar a paz”, avaliou Paulo Velasco, professor de política internacional da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

Apesar das falas de Trump, que geraram uma reação do presidente iraniano, diplomatas de ambos os lados continuam a medir esforços para a assinatura de um cessar-fogo para um conflito que, como lembrou o professor no Conexão Record News desta quarta (23), já não interessa mais ao norte-americano.
“A gente sabe que o relógio corre contra o Donald Trump. Haverá eleições para o Parlamento americano. Agora, no mês de novembro, o Donald Trump corre um sério risco de perder pelo menos a maioria em uma das duas casas do Congresso americano”, afirmou Velasco. Para que o conflito termine, entretanto, o Irã já deixou claro que os EUA teriam de aceitar condições específicas.
Dentre as exigências estão: a liberação de ativos iranianos congelados em contas no exterior, a suspensão de qualquer hostilidade militar contra focos de resistência no conflito e a liberação do bloqueio contra os portos iranianos. Para Velasco, esta última talvez seja a mais importante caso Trump queira, de fato, ver o fim da guerra.
Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!









