Dzhokhar Tsarnaev, coautor do atentado em Boston, levou tiros e sofreu fratura no crânio durante captura
Os dados judiciais, antes considerados secretos, indicam os ferimentos mais graves do jovem
Internacional|Do R7

Dzhokhar Tsarnaev, o suposto coautor dos atentados da maratona de Boston em abril, chegou ao hospital após ser capturado em uma espetacular perseguição policial com vários ferimentos provocados por arma de fogo e com uma fratura no crânio, segundos dados divulgados nesta terça-feira (20).
Os dados judiciais, antes considerados secretos, mostram o relatório do cirurgião Stephen Odom, que tratou Tsarnaev no hospital Beth Israel, que indica os ferimentos mais graves do jovem.
"Ele tinha vários ferimentos a bala. A pior parece que entrou pelo lado esquerdo dentro da boca e saiu pela parte esquerda inferior do rosto", testemunhou Odom em uma audiência judicial três dias depois da detenção de Tsarnaev.
Dzhokhar Tsarnaev se declara inocente por atentado de Boston
O que se sabe até agora dos irmãos Tsarnaev
A força do tiro causou "fratura na base do crânio, ferimentos no ouvido médio e vértebras, assim como ferimentos na faringe e na boca", disse o médico.
A polícia encurralou Tsarnaev após quase 24 horas de perseguição, no pátio dos fundos de uma casa na cidade de Watertown, próxima a Boston.
Dzhokhar fugiu junto com seu irmão Tamerlan quatro dias depois de terem supostamente colocado duas bombas na linha de chegada da maratona de Boston, que matou três pessoas e deixou mais de 260 ficaram feridas, muitas delas com graves amputações.
Tamerlan morreu durante um tiroteio com a polícia na noite de 19 de abril, horas depois de serem identificados pelo FBI como os suspeitos de colocar as bombas.
Em sua fuga por Boston e arredores, os irmãos mataram um policial do campus universitário do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) e protagonizaram uma fuga cinematográfica, com o sequestro de um motorista, lançamento de explosivos caseiros e tiroteios em áreas residenciais.
Tsarnaev, que está detido em uma prisão federal, se declarou inocente das acusações apresentadas contra ele, dentre elas o uso de armas de destruição em massa e homicídio múltiplo, que poderiam levá-lo a ser condenado à morte.
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